Voltou para ficar

  • Página 17 |
  • Jan 2019 |
  • Luis Eduardo Curioletti, Jerson Vanderlei Carús Guedes, Jonas André Arnemann, Clérison Régis Perini, Lucas de Arruda Cavallin, Lucas Drebes, Willian Bauer Daltrozo, UFSM

A mosca-da-haste da soja Melanagromyza sp. foi encontrada no Rio Grande do Sul nos anos 1980 por Gassen et al (1985) e depois, nos anos 2000, por Link et al (2009), com ocorrências localizadas, eventuais e sem grande importância. Entretanto, recentemente, a Equipe do Laboratório de Manejo Integrado de Pragas (LabMIP) da Universidade Federal de Santa Maria encontrou a MDH da soja em vários municípios da região Noroeste do Rio Grande do Sul e no Oeste de Santa Catarina, na safra 2014/2015. O LabMIP - UFSM confirmou a espécie por técnicas morfológicas e moleculares como Melanagromyza sojae (Diptera - Agromyzidae), que é uma espécie invasiva e de grande importância em países da Ásia.
Nessas ocorrências, predominantemente em sojas do tarde ou da safrinha, as infestações não são mais localizadas, apresentam alta densidade de plantas atacadas e um evidente impacto na produção de grãos. Essas ocorrências causaram preocupação aos produtores e técnicos, e pela falta de conhecimentos técnicos/científicos para o seu manejo, tem sido praticadoo controle químico aleatório e sem resultados adequados.
Os danos médios da mosca-da-haste da soja foram estimados em 3,8 sacas/ha que equivalem a 13,7%, avaliados em sete experimentos realizados no Rio Grande do Sul, nos quais se observaram incrementos de produtividade da soja obtidos até 35 DAE, proporcionados pela proteção do tratamento de sementes (Curioletti 2017, informação pessoal).

NOVAS OCORRÊNCIAS NO 
BRASIL E NA AMÉRICA LATINA

Recentemente, com os avanços das pesquisas do LabMIP - UFSM, foi possível verificar que sua ocorrência é muito mais ampla e impactante nos cultivos de soja safrinha, não só na região Noroeste do Rio Grande do Sul, mas também nas regiões Nordeste e Central do estado.

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