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Abastecimento está normal, mas transporte e gestão de pessoas ainda preocupam

O abastecimento está normal, apesar de questões pontuais de proibições municipais de escoamento da produção: da colheita à distribuição. - Fotos: Wenderson Araujo/CNA Brasil.

Nessa segunda-feira (23), a PMA Brasil, que representa a cadeia de flores, frutas, legumes e verduras, avaliou o final de semana e as perspectivas com a nova rotina de quarentena.

O abastecimento está normal, apesar de questões pontuais de proibições municipais de escoamento da produção: da colheita à distribuição.  No caso de São Paulo, a Secretaria da Agricultura do Estado interviu e determinou que se cumpra a Medida Provisória nº 926, de 20/3/2020, que altera a Lei nº 13.979/2020, para dispor sobre procedimentos de aquisição de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrentes do Coronavírus.

Pacificar o entendimento dos municípios é um dos desafios apontados pela PMA, somos uma Nação e tudo precisa estar conectado:  “Temos uma indústria que começa com insumos, plantação, colheita, logística até a manipulação no varejo. São milhares de pessoas trabalhando 24 horas para não faltar alimentos frescos, cuidando do seu espaço de trabalho e de sua própria saúde”, explica Giampaolo Buso, Presidente do Conselho da PMA no Brasil.

Varejo: crescimento das vendas em 30% para frutas, legumes e verduras

O consumo de produtos frescos aumentou muito na semana passada, supermercados relatam alta em média de 30%.  Algumas lojas chegaram a dobrar a vendas. As vendas on-line também tiveram crescimento. No entanto, a partir do último domingo se percebe um início de estabilização, de acordo com levantamento realizado com algumas redes de supermercados do Estado de São Paulo. A população se assustou com o início da quarentena, o isolamento social e as dúvidas decorrentes de definições do governo e, neste cenário, buscou abastecer e estocar alimentos. Porém, na análise dos supermercados, para os alimentos perecíveis, a tendência é de que o consumo continue alto, com compras mais regulares à medida que a população confirme que não há desabastecimento.

O varejo também relata a orientação e máxima atenção às práticas de higienização das lojas bem como, em alguns casos, a instalação de uma proteção entre o cliente e o operador de caixa como alternativa de evitar contaminação.

Alguns itens da cesta básica, como Batata e Ovo foram citados como de grande procura nos últimos dias e impacto no preço. Segundo produtores de Batata, associados ao PMA, o aumento do preço do produto é resultado de menor safra e um período de muita chuva, resultando na menor oferta.

Insumos

Esse é um assunto que ainda não foi abordado e que seguiremos atentamente nos próximos dias. A preocupação é que os produtores, receosos sobre as definições do governo, estão segurando o investimento em novos plantios. Se o cronograma de produção não for seguido, naturalmente haverá atrasos na colheita e problema de abastecimento. Algumas companhias aéreas não têm trechos operando para regiões que precisamos de insumos (sementes, papelão etc.).

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