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Adubação e poda de outono são abordadas em Farroupilha

  • 29/04/2016 |
  • Rejane Paludo

foto: Rejane Paludo- Emater/RS-Ascar

Participaram cerca de 20 produtores assistidos pela Emater/RS-Ascar na Chamada Pública da Sustentabilidade, que está no terceiro ano.

Inicialmente, a equipe da Emater/RS-Ascar fez a entrega dos Cadastros Ambientais Rurais realizados para os agricultores. Em seguida, o engenheiro agrônomo da Cooperativa São João, Paulo Tesser, falou sobre o trabalho realizado junto com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), há cerca de sete anos, sobre poda de outono ou antecipada. De acordo com ele, o melhor período para fazer a poda de outono é de 15 de abril a 15 de maio. A antecipação do serviço (que requer experiência e tem custo elevado), segundo Tesser, pode ajudar os produtores que têm dificuldade de mão-de-obra na família.


“Quanto mais cedo for feita a poda da videira (dentro do período indicado), mais tarde ela irá brotar, atrasando a maturação”, explica o engenheiro agrônomo. Entre os benefícios apontados por ele estão o alto percentual, a uniformidade e o vigor de brotação dos galhos novos. Porém, Tesser recomenda que não se faça a poda de outono todos os anos no mesmo vinhedo. O agrônomo ressalta ainda que é importante tratar a área podada (com calda bordalesa ou fungicidas específicos) para evitar a incidência de fungos. ”Em termos de qualidade ou quantidade, notamos que a produção foi igual ou melhor que a da poda tradicional (tardia)”.


Outro tema abordado no evento, pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Farroupilha, Marcos Cambruzzi, foi adubação da videira, que pode ser de correção (para terra não cultivada ou que tinha outra cultura), de crescimento (nitrogênio) e de manutenção. Ele destacou a importância de se fazer uma correta amostragem (coletando em 10 a 20 locais) e análise de solo desde o início, para que se possa fazer uma mais coerente determinação da adubação. Segundo Cambruzzi, uma das preocupações é com a adubação excessiva, mais difícil de corrigir do que a deficiência de nutrientes. “O produtor tem a ideia de que se adubar mais vai colher mais. Às vezes melhora a quantidade, mas diminui a qualidade, por isso ele tem que saber o que quer”, explica.
Participante da Chamada Pública da Sustentabilidade, o agricultor Claudino Contini, que cultiva 11 ha de frutíferas (pêssego, kiwi, caqui e uva) no município, considera que as ações realizadas pela Extensão Rural e Social com o grupo são muito importantes. “Foram feitas diversas palestras na fruticultura, sobre adubação, condução, mosca-das-frutas, doenças e sobre tratamentos, que ajudam em muitas coisas na agricultura. Estava fazendo falta isso, é um incentivo para a nossa produção e ajuda a abrir caminhos para outras culturas também. Temos um grupo muito interessante que sempre se reúne, é um intercâmbio, uma troca de experiências muita boa”, conclui o produtor.

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