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Agrotins 2016 traz tecnologias da mandioca e fruticultura

Foto: Jordane Magalhães

Produtores rurais, técnicos, pesquisadores, estudantes e empresários ligados ao agronegócio que visitarem a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), realizada de 3 a 7 de maio, em Palmas (TO), vão ter a oportunidade de conhecer o trabalho da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quatro tecnologias das cadeias produtivas da mandioca e da fruticultura foram destacadas para divulgação no estande corporativo da Embrapa:

Abacaxi BRS Imperial – Resistente à fusariose (principal doença da cultura), e tem como diferencial as folhas completamente lisas e a resistência ao escurecimento interno do fruto, o que confere boa aceitação no mercado internacional. Os frutos obtidos podem ser destinados para o mercado de consumo in natura e para a industrialização. A planta tem porte médio e apresenta folha de cor verde escuro, sem espinhos nas bordas. O fruto é pequeno, cilíndrico, casca de cor amarela na maturação. A polpa é amarela, com elevado teor de açúcar e acidez titulável moderada. Apresenta peso médio do fruto sem a coroa de 1.672g e tamanho médio de 18,5 cm.

Multiplicação rápida de mandioca – Método simples e barato para aumentar a taxa de multiplicação da mandioca que consiste em cortar hastes da planta em pedaços com duas ou três gemas e plantá-los em canteiros cobertos com plástico transparente para reter o calor do sol. Esses canteiros são regados frequentemente e, assim, a umidade e a temperatura elevadas induzem à brotação. Ao atingirem 10 a 15 cm, os brotos são cortados e postos em água para enraizar. Por sua vez, as manivas de duas ou três gemas voltam a brotar. A taxa de multiplicação varia entre 1:140 a 1:170, isto é, 28 a 34 vezes maior do que a prática convencional (1:5).

Banana BRS Princesa – Atende à demanda de frutos da cultivar Maçã, em escassez no mercado, devido à suscetibilidade dessa cultivar ao mal-do-Panamá. Atinge boa produtividade, em torno de 15 a 20 toneladas por hectare e apresenta porte menor que o da 'Maçã'. Possui a vantagem de ser resistente ao mal-do-Panamá, além de ser resistente à Sigatoka-amarela e ter mediana resistência à Sigatoka-negra. Produz frutos menores (preferência no mercado), possui excelente aceitação comercial e já é cultivada em escala empresarial para comércio em grandes centros urbanos do país.

Reniva – A "Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária" é uma estratégia para promover efetivo ganho de qualidade e produtividade no sistema de produção da mandioca, ao promover maior sustentabilidade e competitividade para esta cultura e disponibilizar manivas em quantidade suficiente e nos períodos de maiores demandas, em função das melhores épocas de plantio. A ideia nasceu a partir do trabalho da equipe de transferência de tecnologia da Embrapa para preencher importante lacuna relacionada à falta de material propagativo de mandioca (manivas) para o sustento dessa atividade geradora de alimento e renda da agricultura familiar brasileira.

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