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Albaugh ingressa no mercado de fungicidas multissítios para soja

A  Albaugh apresentou em agosto, em São Paulo, sua estratégia de negócios voltada à cultura da soja. Com o lançamento, este mês, do produto Reconil, a companhia acelera seus planos para ocupar até 2022 a fatia de 50% do mercado de fungicidas protetores à base de cobre. O produto obteve registro para controle da mancha púrpura ou crestamento foliar  (Cercospora kikuchii) poderá ser aplicado, também, integrado a sistemas de manejo de doenças de final de ciclo da oleaginosa.

De acordo com o diretor comercial e de marketing da Albaugh Brasil, engenheiro agrônomo Paulo Tiburcio, Reconil será o principal produto da empresa na safra 2018-19. Já para a safra 2019-20,  a expectativa da companhia é de ter ampliado seu portfólio de fungicidas para soja, ante à perspectiva da concessão de registro a uma nova plataforma de produtos.

“Planejamos entregar ao mercado a linha de fungicidas cúpricos mais eficaz do mercado, de nome Hibio, reforçada pela alta bioatividade do composto íon-cobre”, adiantou Tiburcio. 

Presente no Brasil há pouco mais de dois anos, a Albaugh está entre as empresas que mais crescem no setor de agroquímicos. Focada no mercado de produtos genéricos, a companhia avalia que o aumento de casos de resistência de fungos às moléculas químicas de fungicidas sistêmicos, conforme relatam estudos científicos, tornaram os fungicidas multissítios indispensáveis ao produtor de soja.

Especialistas asseguram que somente o uso alternado de fungicidas sistêmicos e fungicidas multissítios, o chamado manejo de resistência, prolongará por mais tempo a suscetibilidade de fungos às moléculas químicas disponíveis no Brasil para controle de doenças da soja.  Segundo Tiburcio, atualmente os produtos multissítios à base de mancozeb, clorotalonil e cobre “são os que transferem mais benefícios ao manejo de resistência”.

“Esses três ingredientes ativos respondem por 35% do mercado potencial de multissítios e chegarão a uma fatia de 80% em 2020. O segmento deverá saltar de 200 milhões de dólares para 400 milhões de dólares, pois tais produtos se consolidam safra após safra. Os cúpricos reúnem melhor desempenho agronômico e vantagem competitiva no preço”, complementa Daniel Friedlander, gerente de marketing da Albaugh Brasil.

Presidente da empresa no Brasil, o executivo Renato Seraphim destaca que a matriz planeja investir R$ 500 milhões nos próximos dois anos, R$ 200 milhões acima do montante anunciado no desembarque do grupo no País, em 2015. “Este aumento está atrelado à redução da oferta de matérias-primas e ao encarecimento da produção de defensivos”, diz Seraphim.

O executivo acrescenta que o crescimento de negócios da Albaugh no mercado de fungicidas multissítios e a construção de uma planta para produzir herbicidas, no complexo industrial da empresa em Resende, Rio de Janeiro, no ano que vem, deverão levar a companhia ao faturamento de US$ 500 milhões no Brasil em 2022, com participação de mercado em torno de 5%. 

O lançamento de produtos para cana-de-açúcar e hortifruticultura também deverá contribuir para esse resultado, conforme avalia  Seraphim.

Em 2017, a receita da Albaugh Brasil foi de US$ 200 milhões, e sua fatia de mercado atingiu 2,3%, ante 1,5% de 2016. Para este ano, o objetivo é chegar a US$ 270 milhões. No mundo, a Albaugh movimentou em 2017 US$ 1,4 bilhão. Seraphim espera que até 2022 a Albaugh Brasil responda por 25% dos negócios globais do grupo. 


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