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Alerta da Cidasc sobre sementes enviadas pelos Correios desencadeia novas notificações

O alerta desencadeado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc)  na última segunda-feira sobre pacotes de sementes recebidos por cidadãos comuns através dos Correios gerou uma enxurrada de novas notificações nesta terça-feira (15/09).  Até o começo da tarde o órgão já havia recebido inúmeros contatos com relatos semelhantes, inclusive de outros estados como Paraná e Rio Grande do Sul. Os materiais recolhidos serão encaminhados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a quem caberá identificar o tipo de semente, além de tentar rastrear  e punir o remetente. 

Sem padrão de tamanho definido ou identificação segura da espécie, o conteúdo dos pacotes é ainda uma incógnita. “Tem sementes de 1cm, 1,5cm. Pode de fato conter material ornamental, flores como rosa ou hibisco, como já ocorreu nos Estados Unidos. Mas não há como ter certeza neste momento”, relata a engenheira agrônoma, Gestora da Divisão de Defesa Vegetal da Cidasc, Fabiane dos Santos.

O envio de material vegetal, nestas condições, é prática vedada pela legislação brasileira. Não raro os fiscais da Cidasc são requisitados pelas próprias agências de Correios após esse tipo de encomenda ser flagrada através de escaneamento. O destino acaba sendo a incineração, sempre que detectada. Trata-se de questão de biosseguridade.

O risco de que estejam contaminados com plantas daninhas, patógenos, fungos ou vírus é incalculável. A atitude aparentemente inofensiva de realizar o plantio pode resultar no ingresso de alguma praga, invasora ou doença no território brasileiro e redundar em enorme desafio fitossanitário e prejuízo ao País. “Trabalhamos com a prevenção. Por isso pedimos às pessoas para que tenham consciência, não comprem, não tragam materiais vegetais em suas viagens e jamais plantem esse tipo de sementes”, apela.

Recomendações

Para quem receber esse tipo de encomenda inusitada a recomendação primária é nunca abra. Seja para facilitar a responsabilização de quem envia, evitar contaminação ou mesmo proteger a própria saúde vez que não há como saber sequer a que tipo de tratamento químico o material foi submetido. “Não jogue fora, jamais plante ou distribua”, orienta Fabiane. Em Santa Catarina os telefones 0800-644-6510 ou (48) 3665 7300 (WhatsApp), da Cidasc podem ser acionados para outras orientações. Nos demais estados o caminho é procurar os órgãos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Leitor recebeu pacote  no Paraná

O empresário Luiz Alberto Bezerra da Costa, 53 anos, de Paranavaí, no Paraná, foi um dos que acionou o telefone da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), logo após ler a reportagem sobre o alerta,ainda na segunda-feira. Havia uns 90 dias que recebera o material em situação bastante semelhante. “O envelope com as sementes veio posterior às minhas compras. Fiquei até surpreso quando o correio me entregou. O que me chamou mais a atenção é que não pedi nada relacionado a jardinagem”, conta. 

Por sorte o material ainda seguia lacrado, conforme recebido. “Confesso que várias vezes me programei para plantar em casa. Eu e minha esposa gostamos de cultivar no nosso quintal. Se não fosse pela materia eu jamais teria desconfiado”, relata. 
Passava das 18h30min quando Costa acionou o número de Wathsapp indicado na reportagem. “Na sequencia já me retornaram. Hoje (terça-feira), novamente, recebi outro contato, desta vez por ligação telefônica, me orientando a comunicar o estado do Paraná. A Cidasc está de parabéns pela atenção e preocupação que dispensou ao meu caso”, elogiou. 

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