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Algae e InterCement desenvolvem novo fertilizante biológico a partir de biomassa de microalgas

Para ajudar cada vez mais a reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GHG) no meio ambiente, a InterCement em parceria com a startup Algae Biotecnologia, desenvolveu um novo fertilizante agrícola 100% biológico a partir de biomassa de microalgas. Denominado Cellagro, o produto estimula a resistência das plantas à fatores de estresses ambientais e permite ganhos de produtividade de até 20% em cultivos agrícolas. O produto foi oficialmente lançado na VIII ABISOLO Fórum e Exposição, que foi realizado em Campinas, entre os dias 10 e 11 de Abril.  

Para chegar a este resultado, os pesquisadores desenvolveram um sistema de biofixação de CO2 através de microalgas e cianobactérias fotosintetizantes. Estes micro-organismos crescem  rapidamente em estruturas denominadas fotobioreatores, absorvem os gases de emissão dos fornos de produção de cimento e produzem biomassa vegetal que é  utilizada para a formulação dos fertilizantes. 

“Trabalhamos em um conceito de economia circular, com objetivo de valorarmos efluentes e transforma-los em produtos novamente. O projeto com microalgas é pioneiro no Brasil e temos o objetivo de ampliação de escala já em 2019”, esclarece Sergio Goldemberg, diretor da Algae Biotecnologia. Operando de forma contínua desde 2017, o projeto piloto do Cellagro, parceria entre InterCement e Algae, está atualmente instalado em Holambra, no interior do estado de São Paulo, e ocupa uma área de 200 m2 

“A InterCement é uma das empresas que mais investem em atitudes para tornar a produção de cimento cada vez mais sustentável, para diminuir a emissão de carbono e o consumo de matérias primas e combustíveis não renováveis. Por isso, trabalhamos em diversas frentes”, afirma Alexandre Citvaras, diretor de Meio Ambiente e Energia da InterCement.   “Há diversos exemplos dentro da empresa, como é o caso do coprocessamento onde substituímos o uso do coque de petróleo como combustível dos fornos por resíduos e biomassa, o que reduz o uso de combustível fóssil e a emissão de CO2”, complementa o executivo da InterCement. 

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