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ANPII destaca Brasil na XXIX RELAR no Chile

Presidente da ANPII, José Roberto Pereira de Castro.

A agricultura está passando por uma importante mudança relacionada ao uso de produtos mais compatíveis com o meio ambiente, o que significa que pesquisadores, empresários e autoridades governamentais estão preocupados em gerar conhecimento, produtos e regulamentações para enfrentar os novos desafios. Com esta visão, a ALAR - Asociación Latino Americana de Rizobiologia realizou na primeira semana de abril a 29ª RELAR, na cidade de Puerto Varas, no Chile, organizada pela Universidad de La Frontera.

Durante o encontro, que reuniu especialistas em Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) de diversos países da América Latina, contando também com a presença de especialistas da Espanha, Itália e outros países, foram discutidos os avanços da FBN no continente e no mundo, buscando uma agricultura mais produtiva e sustentável.

A ANPII (Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes), além de participar ativamente das reuniões, trouxe a visão do país em duas palestras: O Uso do Inoculante no Brasil, ministrada por José Roberto Pereira de Castro, presidente da associação, na qual abordou o crescimento no uso do insumo, bem como sua distribuição nas principais áreas de soja do país, e a Pesquisa Cooperada Entre Empresas Concorrentes: uma nova forma de desenvolvimento, apresentada pelo consultor Solon C. Araujo, que mostrou o trabalho desenvolvido pelas empresas associadas e que estão na vanguarda da FBN no Brasil, sendo referência para diversos países do mundo.

Palestras identificam crescimento da FBN

Segundo o presidente da ANPII, as duas apresentações despertaram o interesse entre dos participantes, com grande número de perguntas sobre o crescimento do uso de inoculantes no Brasil. Em sua apresentação, o presidente da ANPII, José Roberto Pereira de Castro, destacou que, no país, dos 34 milhões de hectares cultivados, 82% fazem a adoção do uso de inoculantes. Reforçou também, a importância da coinoculação em soja e feijão. “Na colheita 2017/2018, a Associação registrou um aumento de 32% de doses de Azospirillum vendidos para coinoculação, em comparação a colheita anterior 2016/2017.”

Já Solon Cordeiro de Araujo contou em sua apresentação, que as empresas associadas à ANPII, em parceria com a Universidade Federal do Paraná, estão desenvolvendo um novo inoculante utilizando três cepas de Azospirillum brasiliense. “Buscamos assim trazer mais tecnologia e excelência para o mercado agrícola no país. Unimos esforços de todos os associados e no momento estamos  iniciando  os primeiros testes de viabilidade industrial”, explica o consultor.

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