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Arrendamento rural: Engenheiro Agrônomo dá dicas para cuidados com solo do arrendatário

Uma das grandes dificuldades dos agricultores, atualmente, é aumentar a produtividade em áreas em que a expansão não é mais possível. Como forma de resolver esse problema, a prática do arrendamento rural se tornou mais comum. A ação consiste em "alugar" (arrendar) terras de terceiros para transformá-las em áreas úteis a fim de aumentar a plantação. Mas, afinal, quais cuidados o arrendatário, aquele que cede a terra, deve ter para que o solo não seja danificado e/ou exaurido? De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente agronômico e comercial da Yoorin Fertilizantes, Yuji Ieiri, tanto quem arrenda quanto quem cede a terra precisa se preocupar com a nutrição do solo e com a qualidade e manuseio da área. "É necessário ter todas as práticas comuns aos produtores para garantir uma boa produtividade e manter uma boa condição do solo. Dessa forma, nenhum dos lados será prejudicado", ressalta Yuji.

"A minha família é de produtores. Nós já arrendamos uma área para plantio. Pegamos uma terra de pastagem totalmente degradada, abandonada, e preparamos o solo, aramos, limpamos a área, fizemos curva de nível, corrigimos acidez, adubamos e plantamos. Depois de três anos, devolvemos a terra melhor do que a encontramos", conta o engenheiro agrônomo. Por isso, Yuji Ieiri dá dicas agronômicas para os proprietários de terra que pensam em arrendar e para quem pretende "alugar":

  1. Conhecer a terra disponível e estar preparado para intempéries O produtor rural já está acostumado com esse assunto. É necessária uma avaliação tanto pelo arrendatário quanto pelo arrendador da área disponível. Mesmo assim, precisamos ressaltar que a área de plantio deve ser muito bem conhecida e a região e clima devem ser estudados. Por exemplo, ao tirar a cobertura vegetal desse solo, se chover torrencialmente, podem se formar buracos, crateras. Além disso, a área pode já ter um grande declive, precisando realizar curvas de nível (que são barreiras) para que não haja erosão por causa da chuva.

  2. Se preocupar quanto à nutrição do solo e à utilização do calcário O Brasil possui uma fama injusta de "tudo o que se planta dá". Isso só é verdade se a terra tiver passado por uma análise e aplicados corretivos e fertilizantes adequados. "Recomendamos buscar orientações com engenheiros agrônomos para análise da região e ver as reais necessidades do solo, para, além de aumentar a produtividade, não degradá-lo", comenta Yuji. Um tema relevante é quanto à utilização de corretivos de acidez, conhecidos como calcários, usados para preparar o solo antes da aplicação dos fertilizantes. "Se o produtor ou arrendatário faz uma aplicação excessiva de calcário, podem ocorrer diversos problemas, como provocar uma indisponibilidade de micronutrientes devido à alta alcalinidade, causando uma deficiência nutricional para as plantas. Há no mercado fertilizantes que fornecem os micronutrientes necessários e fertilizantes diferenciados que contribuem para uma bioativação dos microorganismos presentes nos solo que podem auxiliar na disponibilidade de nutrientes do solo. Um solo com mais vida, naturalmente é um solo mais sustentável e, consequentemente, mais produtivo também", pontua.

  3. Acompanhar o processo e ver se tem algo errado Um dos principais pontos de atenção é quanto ao tratamento do solo antes, durante e após o plantio. Plantios diretos, descompactação do solo, curvas de nível, correção de acidez, fertilizantes em doses adequadas, entre outras práticas, já são comumente adotadas. O produtor, que arrenda, normalmente já trabalha dessa forma. Se ele não fizer isso, ele também sairá prejudicado.

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