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Artigo - Embrapa Trigo capacita técnicos para exportação de sementes de soja

  • 07/12/2008 |
A exportação de material propagativo de vegetais entre os países do Mercosul segue normas específicas quanto aos cuidados fitossanitários, discutidas em reuniões periódicas entre os países. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai exigem o cumprimento de padrões sanitários para permitir a entrada, em seus países, de sementes de várias espécies. Essas medidas visam diminuir o risco de introdução e estabelecimento de novas doenças e pragas em seus territórios, que poderiam causar prejuízos econômicos ao país de destino.

Para cumprir estes requisitos, os exportadores do Brasil devem apresentar declarações, assinadas por técnicos treinados, de que suas sementes foram produzidas em campos livres de determinadas doenças, e que seguem os requisitos fitossanitários exigidos pelo país de destino.

No Rio Grande do Sul, o órgão responsável pelo registro de responsáveis técnicos para emissão dessas declarações, conhecidas como Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), é a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, que credenciou a Embrapa Trigo para oferecer capacitação a técnicos interessados. A primeira turma de responsáveis técnicos foi treinada em novembro de 2008, em Passo Fundo.

A última versão das exigências fitossanitárias para os países do Mercosul foi publicada em 2006, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As doenças em questão são uma bacteriose (Curtobacterium flaccumfaciens pv flaccumfaciens), três viroses (Southern bean mosaic virus, Tobacco ringspot virus e Bean pod mottle virus) e uma causada por nematóide (Heterodera glycines), algumas destas ainda não observadas no Rio Grande do Sul, enquanto que outras realmente estão presentes em lavouras de soja do estado. A Argentina é o país mais exigente, solicitando CFO para quatro doenças, enquanto que Uruguai e Paraguai exigem, cada um, atestado para duas doenças. Entre as doenças consideradas para emissão de CFO encontra-se o nematóide de cisto que, em 2002, foi detectado em 72 propriedades de 13 municípios do Rio Grande do Sul, em levantamento realizado pela Embrapa Trigo, e que requer, por isso, maior atenção na identificação de sintomas em campo e no beneficiamento das sementes.

O treinamento , além de ser uma exigência legal para registrar o responsável técnico para emissão de CFO, oportunizou um momento de discussão sobre a diferenciação entre as doenças solicitadas e as que ocorrem em soja, no Brasil, seu diagnóstico a campo e os métodos de controle. Amostragem e aquisição de declarações adicionais, principalmente quanto aos testes sanitários das sementes, também foram assuntos abordados.

Aos produtores de sementes de soja do Rio Grande do Sul, este novo serviço oferecido pela Embrapa Trigo facilitará a abertura de oportunidades de negócio.

Leila Costamilan

Pesquisadora da Embrapa Trigo
Contatos: (54) 3316.5800 / www.cnpt.embrapa.br
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