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Artigo - Potencial ameaça ao cultivo de trigo no Brasil

  • 19/11/2008 |
O Wheat streak mosaic virus (WSMV), agente causal da virose conhecida como mosaico estriado, promove prejuízos em várias regiões tritícolas do mundo (América do Norte, Europa, Ásia e Austrália). Na América do Sul, foi registrado na Argentina no ano de 2002. Desde então, naquele país, tem-se observado o progresso da área com registros da virose, sendo que em 2007, em algumas regiões produtoras, se observaram lavouras com 100% de plantas com sintomas.

O WSMV pode ser transmitido por sementes, mas o o principal meio de transmissão é por meio do ácaro vetor Aceria tosichella Keifer (Acarina – Eriophidae). Desde o relato do vírus na Argentina, foi iniciada uma busca pelo vetor, o qual foi encontrado em 2004 na Argentina, e mais recentemente, no Brasil e no Uruguai. As populações do vetor encontradas no Brasil e no Uruguai, até o momento, são baixas, mas a sua ocorrência alerta para a possibilidade da entrada do WSMV e outros vírus transmitidos por este ácaro.

O impacto da entrada do WSMV no Brasil pode ser considerado alto, uma vez que: A. tosichella e WSMV têm possibilidade de permanecer em várias gramíneas que ocorrem no Brasil; as nossas condições climáticas são favoráveis a ocorrência do vetor; o controle químico do vetor é considerado ineficiente; e as primeiras informações sobre o nível de resistência das cultivares apontam para a suscetibilidade ao WSMV. Medidas para conviver com este potencial problema envolvem a introdução de genes de resistência e seleção de cultivares resistentes.

Douglas Lau

Pesquisador da Embrapa Trigo
(54)3316.5800 / www.cnpt.embrapa.br
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