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Atraso da chuva exigirá muito planejamento na safra 2019/20

Com o fenômeno El Niño, nos períodos de estiagem o adequado manejo do solo poderá ser o fator diferencial. – Foto: Tony Oliveira/CNA

A safra 2018/2019 foi marcada por altos e baixos. Logo no início da safra, na tentativa de aproveitar a melhor janela possível, os agricultores ficaram entusiasmados por algumas chuvas que atingiram as regiões produtoras já nas primeiras quinzenas de setembro.

Com isso, a maioria das áreas produtoras do Brasil teve a antecipação do plantio de soja e uma boa perspectiva para a segunda safra de milho, criando uma expectativa de nova safra recorde. Porém, logo começou a irregularidade das chuvas, efeito da transição para o fenômeno El Niño, o que impactou de forma negativa o andamento da safra, explica o agrometeorologista João Castro.

Já na primeira safra ocorreram problemas em várias regiões com veranicos em dezembro, janeiro e fevereiro que afetaram significativamente as safras de soja e milho de vários estados, com destaque para o estado do Paraná, onde a quebra somente na safra de soja girou em torno de 30% em algumas localidades do estado.

Sob o efeito do El Niño, a safrinha também acabou sendo impactada com novos períodos de estiagem, mas desta vez ocorreram de forma mais pontual, prejudicando principalmente a região de Maringá, no Paraná. Novamente o segundo estado maior produtor de grãos do país, sofreu com o efeito do clima, resultando em quebras no milho safrinha.

Projeções para safra 2019/2020

As primeiras projeções para o início da safra de grãos 2019/2020 indicam um atraso das chuvas que pode impactar na janela de cultivo da safra verão e apresentam anomalias negativas (chuvas abaixo da média) para praticamente toda a região compreendida entre o norte do Rio Grande do Sul até o sul do Pará, e do Acre até o oeste baiano. Essas chuvas deverão ficar entre 50 e até 200 milímetros abaixo da média normal para essas regiões.

El Niño

Com a manutenção do fenômeno El Niño, as projeções indicam uma nova safra marcada pela irregularidade das precipitações, com chuvas abaixo da média em um mês, seguido de recuperação da condição hídrica no mês seguinte.

Nos períodos de estiagem, o adequado manejo do solo poderá ser o fator diferencial, uma vez que o solo bem estruturado e com cobertura, são grandes aliados na redução da evapotranspiração e consequente déficit hídrico nas plantas.

O quadro climático requer um acompanhamento constante de forma que as decisões na hora do planejamento da próxima safra possam ser tomadas da melhor maneira possível. De qualquer forma, ao que tudo indica o melhor caminho será pela adoção de cultivares e híbridos mais precoces e com maior resistência à deficiência hídrica.

Como as janelas de plantio serão curtas, o acesso as informações dos melhores períodos para o plantio será um grande diferencial para um bom estabelecimento inicial das lavouras.

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