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Bióloga da USP é reconhecida por pesquisa com genética de plantas

  • 18/04/2011 |

A bióloga Marcella de Francisco Amorim foi a primeira vencedora do Prêmio Julio Cezar De Mattos Cascardo, no qual concorreu com mais de 300 pesquisadores que apresentaram seus trabalhos durante o terceiro Simpósio Brasileiro de Genética de Plantas, encerrado hoje em Ilhéus (BA). Na pesquisa “TOBC023B06, an MtN3/saliva gene exclusively expressed in Nicotiana tabacum L. stigma/style”, Marcella, mestranda em biologia no Departamento de Genética da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto/SP, estuda a aplicação de um gene específico do tabaco, relacionado aos órgãos reprodutivos da planta, e suas possíveis aplicações.


 


“Sempre me interessei muito sobre o sistema de reprodução das plantas. Quando comecei essa pesquisa, em 2009, a função da família do grupo de genes que estudava era desconhecida. Após a descoberta realizada por pesquisadores norte-americanos de que a função de algumas proteínas era de transporte de açúcar, novos experimentos serão realizados e analisaremos os resultados químicos para checar a composição de açúcar presente na secreção do pistilo. Achei fantástica a experiência de compartilhar minha experiência com outros grandes pesquisadores e ver o nosso esforço reconhecido por meio deste prêmio”, afirma Marcella, que recebeu um notebook.


 


Para a orientadora do projeto, Maria Helena Goldman, professora de Biologia Molecular e Biotecnologia da Faculdade de Biologia da USP em Ribeirão Preto, o reconhecimento é fundamental para a continuidade dos trabalhos acadêmicos no país. “O prêmio é um estímulo para que o aluno que estiver começando na carreira científica acredite que a ciência vale a pena e veja que outros pesquisadores renomados reconhecem a importância do seu trabalho.”


 


A Monsanto do Brasil patrocina o simpósio desde sua primeira edição e ajudou na criação do prêmio. A companhia acredita que, só com o estimulo à produção científica, é possível solucionar os problemas enfrentados atualmente em todo o mundo. “Acreditamos no potencial das instituições brasileiras e de seus corpos de cientistas, por isso buscamos incentivar debates e estimular jovens pesquisadores a continuarem nesse caminho”, afirma Eugenio Ulian, gerente de relações científicas da Monsanto do Brasil.


 


O prêmio foi criado como uma homenagem póstuma a Julio Cezar de Mattos Cascardo, professor-doutor e pró-reitor de Pesquisa e Pós-gradução da Universidade Estadual de Santa Cruz (BA). O pesquisador desenvolveu contribuições fundamentais para pesquisas nas áreas de genética e biologia molecular.


 



Estimulo à ciência


 


A Monsanto do Brasil tem um forte trabalho de apoio à pesquisa acadêmica, principalmente a ligada ao agronegócio. Em 2008, criou o Prêmio Agroambiental Monsanto para reunir e estimular o desenvolvimento de propostas sustentáveis para a agricultura, inéditas no Brasil e ainda não utilizadas comercialmente.


 


Além disso, a companhia mantém em parceria com a Embrapa o Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto, criado na safra 2005/2006 com o objetivo de financiar projetos de pesquisa que busquem o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os agricultores brasileiros. Desde então, a Monsanto já repassou ao Fundo de Pesquisa mais de R$ 25 milhões que beneficiaram dezenas de projetos, em sua maioria em biotecnologia, de diversas unidades da Embrapa.


 


Everton Vasconcelos


CDI Comunicação Corporativa


(11) 3817-7947


everton@cdicom.com.br

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