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Chuvas favorecem lavoura de milho no Rio Grande do Sul

Produtores avaliam positivamente o desenvolvimento das plantas com a maior disponibilidade de água e temperaturas mais elevadas registradas recentemente. - Foto: Deise Froelich

Na região de Santa Rosa, a manutenção das chuvas favoreceu a emergência das lavouras de milho já implantadas e os produtores avaliam positivamente o desenvolvimento das plantas com a maior disponibilidade de água e temperaturas mais elevadas registradas recentemente. De acordo com o Informativo Conjuntural produzido e publicado nesta quinta-feira (23/09) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr),  o tempo chuvoso restringiu o avanço da área semeada.

As áreas implantadas apresentam boa germinação, emergência e adequado desenvolvimento inicial. Em vistorias da equipe técnica da Emater/RS-Ascar, não foram encontradas cigarrinhas em número expressivo. A diminuição pode estar relacionada ao controle rígido dos produtores nas populações iniciais. Os agricultores seguem monitorando, pois a cigarrinha causou prejuízos significativos na última safra, principalmente nos cultivos tardios, conhecidos como safrinha. As primeiras áreas implantadas já recebem adubação nitrogenada em cobertura, aproveitando a umidade favorável, sendo realizado também o controle de invasoras.

Nas regiões de Ijuí e Bagé, produtores seguem o preparo das áreas para a implantação da nova safra de soja, mas o ritmo é lento devido às chuvas que provocaram aumento da umidade nos solos. Os agricultores finalizam o encaminhamento de projetos de custeio da lavoura. Na de Bagé, houve avanços nas áreas de campo e de pastagens para cultivo de soja onde as condições de umidade permitiram a retomada dos trabalhos de preparo para o plantio. Em Dom Pedrito, estima-se cultivo de 151,5 mil hectares de soja na safra 2021/2022, o que o tornará um dos municípios com a maior área de cultivo da oleaginosa no RS. E continuam os preparativos culturais, como compra de insumos e manejo das pastagens cultivadas para posterior semeadura de soja.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Porto Alegre e Pelotas, a semeadura do feijão 1ª safra segue lenta, ocorrendo apenas nas lavouras de subsistência de forma manual; as já implantadas apresentam excelente emergência e rápido desenvolvimento inicial. Não foram realizados tratos culturais durante a semana. Na de Pelotas, iniciaram os plantios em Canguçu e Pelotas, onde se estima já chegar a 4% da intenção de cultivo de 2,2 mil hectares para a região. Nos demais municípios, os produtores de feijão estão com as áreas preparadas para semear a nova safra, mas impedidos de avançar devido às intensas chuvas que saturaram os solos.

Nas regiões de Bagé, Santa Maria e Porto Alegre, produtores de arroz seguem o preparo de solo nos locais que preveem a implantação em sistema pré-germinado. Em virtude das chuvas intensas, não puderam avançar nas atividades inerentes a outros sistemas de cultivo e que requerem condições adequadas de umidade. Na de Bagé, o volume de chuvas acumulado ao longo de setembro foi o mais expressivo do ano, repercutindo na recuperação dos níveis de água das barragens. Em São Borja, estima-se que tenham sido semeados 5% dos 38 mil hectares previstos. O índice só não é superior devido ao excesso de umidade dos solos. Na região de Santa Maria, as primeiras lavouras de arroz em Dona Francisca já estão sendo plantadas em sistema pré-germinado. Na de Porto Alegre, havia áreas em preparo em localidades nas quais a dificuldade de drenagem deixou-as cobertas por água. Naquelas previamente inundadas para a semeadura em sistema pré-germinado, há áreas semeadas.

Olerícolas

Em Candiota e Hulha Negra, na Campanha – regional da Emater/RS-Ascar de Bagé – o excesso de umidade nos solos prejudicou o acesso às lavouras de coentro e cebola para realização de tratamentos antifúngicos, especialmente no cultivo de cebola.

Na Fronteira Oeste, em Quaraí, a produção de hortigranjeiros é considerada adequada para a época, sem problemas de pragas e doenças que comprometam a produção. Excetua-se a incidência de fungos na alface e na salsa, para cujo controle os horticultores utilizam calda bordalesa. A produção local é comercializada no abastecimento da feira municipal e em mercados institucionais operados com as escolas estaduais e o regimento local do Exército.

Frutícolas

A cultura da videira segue com bom desenvolvimento na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí. Rajadas fortes de vento provocaram pequenas quebras de ramos mais desenvolvidos. Os produtores dão continuidade aos tratamentos fitossanitários na cultura. Os de pêssego monitoram a mosca-das-frutas com armadilhas de captura massal. Até o momento, é baixo o número de moscas capturadas, implicando em reduzida necessidade de controle. A cultura do morangueiro está em plena produção, com frutos de bom calibre e sabor adocicado.

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