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Citros apresentam diferentes estágios no RS

Devido variações climáticas, citros floresceram diversas vezes, apresentando flores, frutos pequenos em desenvolvimento e até frutos por colher. – Foto: Divulgação Emater

Em função das variações climáticas (primeiro estiagem, depois excesso de chuvas com enchente, geada, granizo, variação brusca na temperatura neste período), os citros floresceram diversas vezes, apresentando desde flores, frutos pequenos em desenvolvimento até frutos por colher. De acordo com o Informativo Conjuntural produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar e divulgado na quinta-feira, 20 de agosto, tal variação de estágios dificulta os tratos culturais e os tratamentos adequados. Embora isso possa propiciar oportunidade de colheita de frutos temporões com preços muito bons, isso só será confirmado mais adiante. Essa variação de tempo também causou amadurecimento desuniforme dos frutos, dificultando também a colheita.  

Já está praticamente encerrada no Vale do Caí a colheita das frutas cítricas de ciclo precoce a médio, como as cultivares de bergamotas do grupo das Satsumas, variedades Caí e Poncã, e as cultivares de laranja Shamouti, Seleta, Céu Precoce e Umbigo Bahia. Ao mesmo tempo, é incrementada cada vez mais a colheita das cultivares tardias, como bergamotas Pareci, Montenegrina, Tangor Murcott e laranjas Valência, Céu Tardia e Umbigo Monte Parnaso. Além disso, está em continuidade a colheita da lima ácida Tahiti (limãozinho verde), que ocorre praticamente o ano todo.  A colheita da bergamota Poncã já atinge 98% dos pomares, com a maior área na região.  

Culturas de inverno

A pós a onda de calor dos primeiros dez dias de agosto, a entrada de uma frente fria ocasionou tempo encoberto e chuvas com volumes variados no Estado na última semana. A massa de ar frio promoveu queda de temperatura, com formação de geada em algumas localidades.  E o desenvolvimento do trigo segue com 3% em enchimento de grãos, 19% em floração e 78% ainda em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Na região de Santa Rosa, teve início a colheita das lavouras de canola implantadas no cedo. Há preocupação por parte dos produtores com o frio intenso desta semana, pois os cultivos, na sua grande maioria, estão em fases extremamente suscetíveis à exposição de geadas. Em geral, as áreas apresentam boa população de plantas e bom desenvolvimento, sem incidência de pragas e doenças. Nas regiões de Ijuí e Frederico Westphalen os cultivos se mantêm com bom desenvolvimento. Na de Ijuí, as áreas em estágio reprodutivo se encontram com mais de 50% de flores abertas e bom potencial produtivo.

Nas regiões de Santa Maria, Ijuí e Frederico Westphalen, os cultivos de aveia branca se mantêm com bom desenvolvimento e perspectiva de rendimento idem. Na de Santa Maria, 70% das lavouras se apresentam em estádio de desenvolvimento vegetativo, 22% em floração e 8% em fase de enchimento de grão. Nas regionais de Ijuí, Erechim e Frederico Westphalen, as lavouras de cevada seguem com bom desenvolvimento.

Culturas de verão

O período se caracterizou pela aquisição de insumos, preparo de solo, busca por crédito rural e início de plantios para a nova safra das culturas de verão. A regularidade das chuvas desde o final de maio tem sido importante para a recuperação dos mananciais e para o bom desenvolvimento da adubação verde, principalmente com aveia e azevém, que preparam as condições para a implantação da nova safra de verão 2020/2021. 

Na região de Santa Rosa, os produtores de soja continuam encaminhando projetos de custeio pelo novo Plano Safra 2020/2021 e amostras de solo para análise laboratorial. Muitos já estão com as verbas do financiamento liberadas, adquirindo sementes e fertilizantes. A constante elevação dos preços dos insumos tende a elevar o custo de produção, o que preocupa os produtores. Um dos itens que compõem o custo, a aquisição de sementes tem preocupado os produtores. O motivo da preocupação reside no fato de que, em função da estiagem da safra passada, as sementes próprias estão com germinação e vigor abaixo do padrão; por isso, os produtores precisam de quantidade de sementes maior do que aquela habitualmente adquirida em safras passadas. Diante da tendência de preços mais elevados, nota-se um movimento de abertura de novas áreas de cultivo que demandam correção de acidez e fertilidade, manejo que muitos produtores executam com recursos próprios. 

Nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria, Bagé e Porto Alegre, a safra de milho 2020-2021 avança. Na de Frederico Westphalen, em áreas na costa do rio Uruguai, já há lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo. Nas demais áreas que receberão plantios, os produtores realizam dessecação e tombamento das plantas de cobertura. A área projetada para a atual safra deve superar a da anterior, devido aos bons preços e à boa relação de compra de insumos realizada em fevereiro e março, quando o preço dos mesmos correspondia a uma menor quantidade de sacos de milho. Nas regiões de Bagé e Porto Alegre, a sequência de dias ensolarados permitiu atividades de preparo de áreas para a próxima safra de arroz. Na de Bagé, as várzeas destinadas ao cultivo estão sendo trabalhadas, atividade favorecida por não haver excesso de umidade.

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