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Climatempo, Embrapa Territorial e associações atuam em parceria para unificar dados meteorológicos no Oeste da Bahia

  • 22/06/2018 |
  • Eric Reale Finger

A Climatempo, principal empresa meteorológica privada do país, a Embrapa Territorial, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) passaram a atuar em parceria para a criação de uma base de dados meteorológicos unificada para o Oeste da Bahia.

O principal objetivo é construir uma rede de estações meteorológicas que ajude o produtor a encontrar informações ainda mais segmentadas, além de receber eventuais alertas fitossanitários.  Para isso, as empresas estão desenvolvendo um modelo junto a especialistas que integre os equipamentos já existentes e que amplie o número de novos aparelhos para coleta de dados em um raio de três quilômetros. A região já possui um grande número de estações meteorológicas nas fazendas, mas há pouca integração dos dados coletados. O projeto deverá fomentar uma melhor infraestrutura, com mais estações, e uma rede eficiente de circulação e tratamento das informações sobre clima específicas para a região.

“A Climatempo vem trabalhando na qualidade da previsão do tempo há quase 30 anos, e criou uma plataforma que permite a assimilação dos dados das estações meteorológicas já existentes nas propriedades rurais no Oeste da Bahia” afirma Carlos Magno, presidente da Climatempo.

O compartilhamento de informações e dados entre o maior número possível de estações medidoras é essencial para dar maior confiabilidade nas previsões, instrumento fundamental para a tomada de decisão dos produtores rurais. “Na maioria das culturas agrícolas, a janela climatológica para plantio ou colheita costuma ser muito estreita. Em razão disso, ter uma previsão que seja a mais confiável possível é fundamental para o produtor, pois principalmente no caso de grandes plantações, um erro pode representar a diferença entre lucro ou prejuízo. 

Com esta plataforma os agricultores poderão reduzir os custos e maximizar a aplicação de recursos ao se anteciparem aos fatores climáticos. Para o pesquisador da Embrapa Territorial, o engenheiro agrônomo, Paulo Barroso, o projeto servirá de modelo a ser replicado nas demais regiões produtoras no Brasil. “O trabalho integrado entre as instituições irá transformar o Oeste da Bahia na vanguarda da Agrometeorologia do mundo ajudando os produtores locais a aumentar ainda mais a produtividade”, afirma.

De acordo com o presidente da Climatempo, o Brasil não possui uma rede de estações meteorológicas suficientemente densa para que os modelos atmosféricos possam ter bons índices de acerto.  “É preciso fazer os ajustes necessários e aumentar a precisão em pontos específicos da grade, como no caso das fazendas.” conclui Magno.

O presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, acredita que o projeto vai maximizar o resultado das pulverizações e auxiliar no monitoramento fitossanitário de doenças das culturas como a Ferrugem da soja, Ramulária e Mofo Branco. “As informações desta pesquisa vão colaborar com o estudo que está avaliando o potencial hídrico do oeste da Bahia, fornecendo dados precisos da capacidade de recarga do Aquífero Urucuia para cada microrregião que compõe o oeste da Bahia”, afirma.

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