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Com crescimento do greening, região de Duartina (SP) é uma das mais afetadas pela doença

A região de Duartina (SP) é a terceira mais afetada pelo greening das 12 regiões que compõem o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, a principal área produtora de citros do Brasil. De acordo com levantamento feito em 2018 pelo Fundecitrus - Fundo de Defesa da Citricultura, a doença está presente 32,78% das laranjeiras, crescimento de 44,59% em relação ao ano passado, quando 22,67% das plantas eram sintomáticas – a atual incidência é considerada severa. No topo da lista estão as regiões de Brotas (58,16%) e Limeira (34,01%). 

O greening é a pior doença da citricultura. Ele não tem cura e compromete a produção devido à queda precoce dos frutos, que não se desenvolvem normalmente e ficam com sabor mais ácido. As plantas doentes devem ser erradicadas.

O índice de greening em Duartina está também muito acima da incidência média verificada em todo o parque citrícola, que é de 18,15%. O principal motivo para o aumento da doença foi a alta população do psilídeo, inseto transmissor da doença, registrada em 2017, que foi beneficiada pelo período prolongado de chuvas – as chuvas estimularam o surgimento de brotos, e o inseto prefere as brotações para se alimentar e se reproduzir.

Período crítico
O período entre o final de inverno e o início do verão é considerado crítico para o controle do psilídeo, pois a população do inseto aumenta favorecida pelo início das chuvas intensas. Além disso, as chuvas removem os inseticidas e reduzem a eficácia dos produtos. Dessa forma, os citricultores devem intensificar o manejo do psilídeo para evitar a disseminação da doença.

“O manejo precisa ser bem feito durante todo o ano, mas nesse momento é imprescindível que seja mais frequente para proteger os pomares de novas contaminações”, afirma o pesquisador do Fundecitrus Silvio Lopes.

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