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Com índices da fome em alta no mundo, produção de alimentos deve crescer 70% até 2050

O número é superior ao registrado em 2015, quando estima-se que 777 milhões de pessoas estavam em situação de fome.  O alerta foi dado pelo representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Jorge Bojanic, durante o primeiro painel do Global Agribusiness Forum (GAF18), que acontece até amanhã, dia 24 de julho, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo (SP).

A África, segundo ele, continua sendo o continente mais atingido pela fome, onde 28% da população não tem acesso a alimentos. O Brasil, apesar de ser o maior produtor de alimentos do mundo, também foi citado pelo representante da FAO ao mencionar que 2,5% dos brasileiros ainda são afetados pela falta de alimentos. “Nos últimos dois anos, os índices de desnutrição aumentaram no Brasil e isso é inconcebível”, afirmou Bojanic.

O acesso aos alimentos foi citado como o maior entrave para solucionar o problema da fome no mundo, já que hoje a produção de alimentos é suficiente para alimentar toda população. A pobreza, a falta de investimento em agricultura, a instabilidade nos preços e o desperdício também foram citados como fatores impeditivos para solucionar o problema.

O desafio só tende aumentar. A consultora da PWC (Pricewaterhouse Coopers), Ana Paula Malvestio, diz que a demanda por alimentos deve crescer 70% até 2050, impulsionada principalmente pelos países do E7 (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México e Turquia), que estarão entre as 12 maiores economias do mundo e por uma população urbana estimada em 6,3 bilhões de pessoas.

O Brasil e outros países das Américas assumem um papel importante neste cenário, pois são as regiões com maior área agriculturável do planeta. Segundo o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a produção de alimentos deve aumentar em 20% no mundo, mas o Brasil tem potencial e a responsabilidade de crescer 41% nos próximos 10 anos. Para isso, a agricultura e a pecuária vão ter que ser ainda mais eficientes, produzindo mais com menos e com modelos mais sustentáveis no uso de recursos como a água e a energia.

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