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Com influência do clima, safra da soja é a melhor dos últimos meses no Paraná

Desde o final do ano passado e até o começo de 2017, o clima tem contribuído bastante para o crescimento das produções de soja no estado do Paraná. O bom volume de chuvas, aliado ao uso de instrumentos tecnológicos, foram os principais responsáveis pela atual fase das lavouras. As precipitações bem distribuídas atuaram desde o plantio, em setembro e outubro, até a colheita, que é feita entre os meses de janeiro e fevereiro.

Segundo o especialista, foram colhidas 19,5 milhões de toneladas, frente a aproximadamente 16 milhões em 2016. “Tivemos uma média de 3.680 quilos por hectare. Essa é a mais alta produtividade de soja do mundo, não conheço nenhum outro lugar que tenha alcançado esses números”, afirma Amélio Dallagnol, pesquisador da EMBRAPA. Apesar de positivo, o crescimento da produção também trouxe algumas questões delicadas, como a queda nos preços. Em razão do abastecimento dos celeiros, houve baixa de demanda e vendas. “O valor da saca está em torno de R$ 60, enquanto no ano passado saía por R$ 80. Os produtores estão esperando uma melhora no mercado para continuarem a vender”, explica.

De acordo com a Climatempo, nesta segunda-feira (12), a circulação dos ventos mudou sobre o centro-sul do Brasil e as nuvens carregadas voltaram a se formar sobre o norte do Paraná onde ocorrem pancadas de chuva acompanhadas de raios. As áreas de instabilidade ainda vão atuar no estado, pelo menos até terça-feira (13), levando um pouco de chuva para as áreas agrícolas. A partir do dia 14/06, o tempo volta a secar e o sol aparece forte ao longo do dia. O tempo firme colabora para os trabalhos no campo.

Outras regiões do país também tiveram um bom resultado na última safra, como o Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Nenhuma localidade, no entanto, conseguiu superar os números do Paraná.

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