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Congresso internacional sobre zoonoses pede apoio do Mapa

  • 01/04/2011 |

O superintendente federal da Agricultura na Paraíba, Hermes Barbosa, recebeu na tarde desta quinta-feira (31), a visita do especialista internacional em epidemiologia molecular da Universidade do Estado de Ohio (EUA), Wondwossen Gebreyes, que veio à João Pessoa convidado pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba.


 


Gebreyes é presidente do 1 º Congresso Internacional de Patógenos na Interface Homem-Animal (ICOPHAI), que vai ocorrer de 15 a 17 de setembro, na cidade de Addis Ababa, na Etiópia, e tem como tema “Impacto, Limitações e Necessidades em Países em Desenvolvimento”.


 


Em João Pessoa, o pesquisador norte-americano, ministrou a palestra “Epidemiologia molecular de agentes infecciosos”, dentro da programação do curso “Tecnologia de produtos de origem animal”, realizado pelo CCS entre os dias 28 março e 1º de abril, no Campus I.


 


“Aproveitamos a vinda do professor Wondwossen para fazermos a divulgação do evento, visitando e pedindo apoio de órgãos diretamente ligados à temática do Congresso”, diz Celso José Bruno Oliveira, professor-titular do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFPB.


 


Segundo os pesquisadores, atualmente cerca de 75% das doenças infecto-contagiosas que assolam a humanidade têm sua origem em algum tipo de zoonose. “A idéia deste primeiro congresso é justamente construir coletivamente um mapa dos principais problemas mundiais nessa área, para começar a apontar soluções globais e ações planejadas de forma mais ampla”, revela Gebreyes, que também é Diretor de Programas de Saúde Global da Faculdade de Medicina Veterinária Universidade de Ohio.


 


Para Oliveira, as responsabilidades relacionadas à questão da sanidade estão migrando do campo dos consumidores para o dos produtores. “Hoje quando algum problema nessa área ocorre a tendência da sociedade é responsabilizar quem produziu o alimento ou produto que causou o dano à saúde coletiva”, afirma o especialista da UFPB.


 


“Nosso planeta tem enfrentado uma série de pandemias de doenças infecciosas nos últimos anos, incluindo a Gripe Aviária Altamente Patogênica (GAAP) e a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS). As doenças infecciosas estão surgindo em ecossistemas onde elas não foram identificadas previamente”, acrescenta o professor estadunidense.


 


Na apresentação do ICOPHAI, no site do evento, Gebreyes comenta que “as doenças diarréicas, a maioria dos quais originários de comida e água, são a terceira causa mais comum de mortalidade infantil, com cerca de dois milhões de mortes anualmente no mundo. O impacto dos agentes patogênicos de origem alimentar que se originam de animais é desproporcionalmente maior nos países em desenvolvimento”.


 


Ele diz que o congresso pretende reunir cientistas, parceiros de desenvolvimento, e líderes políticos dos países em desenvolvimento, sobretudo da África subsaariana, da América Latina e de países da Ásia no Pacífico, com os dos Estados Unidos, Europa e outras regiões.


 


“O Ministério da Agricultura, evidentemente, tem grande interesse nesse tipo de evento e estamos à disposição dos organizadores para ajudar no que se fizer necessário aqui na Paraíba e em Brasília”, asseverou Hermes Barbosa, durante o encontro em seu gabinete.


 


Segundo Wondwossen Gebreyes, o evento é apenas parte dos esforços de um consórcio global que hoje reúne 15 parceiros mundiais. No Brasil, as ações dessa articulação já recebem apoio de universidades públicas, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e de diversos centros de pesquisa da Embrapa.


 


Dalmo Oliveira da Silva


Assessoria de Imprensa


(83) 3216-6325


dalmo.silva@agricultura.gov.br

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