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Congresso paulista discute inovações tecnológicas na fitopatologia

O 41º Congresso Paulista de Fitopatologia, de 20 a 22 de fevereiro de 2018,   organizado pela Associação Paulista de Fitopatologia e Fatec Shunji Nishimura de Pompéia, SP, tem como tema central “inovações tecnológicas na fitopatologia”. O objetivo é reunir, além de fitopatologistas, técnicos da extensão rural, estudantes de graduação e pós-graduação, bem como empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, ligadas à área de doenças de plantas.

Miguel Angel Dita Rodriguez, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), lotado na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) proferirá a palestra “Murchas por Fusarium em banana e maracujá: epidemiologia e opções de manejo”, em 21 de fevereiro.

A banana e o maracujá são frutas de grande importância socioeconômica para Brasil. Além da preferencia do brasileiro, essas frutas compartilham dois aspectos fundamentais: baixa produtividade em relação ao seu potencial produtivo (média de 14t/ha) e a ocorrência da murcha por Fusarium.

“Causadas por formas especializadas do fungo Fusarium oxysporum (cubense, no caso da bananeira e passiflorae, no caso do maracujazeiro), explica o pesquisador, o manejo dessas doenças nem sempre é tarefa fácil. São fungos que sobrevivem no solo por décadas e uma vez que a área está afetada, inviabiliza a produção”, enfatiza.

A melhor opção de manejo é o uso de variedades resistentes, mas nem sempre estão disponíveis e quando disponíveis podem não atender a preferencia do consumidor. Um aspecto importante para se ter sucesso no manejo dessas doenças, é conhecer sua epidemiologia e fatores de predisposição que podem fazer com que as epidemias sejam mais ou menos severas. Esses fatores, que podem variar de acordo ao local e práticas de produção, devem ser bem estudados, para subsidiar as estratégias de manejo.

Ainda de acordo com Miguel, “a Embrapa vem trabalhando nessas doenças com um enfoque de manejo integrado com resultados bastante promissores, que inclui desde medidas de exclusão (evitar a entrada do patógeno), uso de variedades resistentes até práticas de orientadas à saúde do solo”.

Miguel espera compartilhar com o público o estado atual dessas doenças no Brasil e contribuir para reduzir as perdas na produção por elas causadas de uma maneira sustentável.

O evento contará com conferências, oficinas de campo, visita técnica nas instalações da Fatec, debate, concurso, entre outras atividades. Mancha aureolada do cafeeiro: diagnóstico e manejo, murchas de Fusarium em banana e maracujá: epidemiologia e opções de manejo e “uso de drones na avaliação de estresses em espécies florestais são os temas de algumas palestras. Os interessados podem se inscrever pelo www.cpfito.net.br/

 


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