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Cotonicultura brasileira é campeã de produtividade sem irrigação

Na verdade, o algodoeiro é uma planta bem resistente à seca, e somente precisa de água mais intensamente nos períodos de plantio e florescimento. Depois das maçãs abertas, quanto menos, melhor.
A cotonicultura brasileira praticada nas últimas décadas encontrou soluções para produzir cada vez mais algodão por hectare, usando apenas a água da chuva.
A mais importante delas foi a concentração da cultura no bioma do cerrado, que tem estações secas e chuvosas bem definidas. Essa é uma vantagem para o calendário da produção. O algodão é plantado e se desenvolve na época das chuvas, ficando a colheita para o período de seca.
A essa prática, chama-se lavoura de sequeiro, que, ao contrário da irrigada, consome menos água e energia.
O Brasil é o campeão mundial de produtividade de algodão em regime de sequeiro, com 1.745 quilos de pluma de algodão produzidos por hectare plantado.
Na safra 2016/2017, apenas 40 mil, dos 940 mil hectares usados para o plantio de algodão, foram irrigados. Isso representa somente 4,3% da área total!
Nos principais produtores mundiais, o uso da irrigação é bem maior, chegando a 95% na Austrália, 80% na China e no Paquistão, 40% nos EUA e 15% na Índia.
Além de aproveitar estrategicamente as condições naturais para o plantio, a cotonicultura brasileira, classificada como empresarial, utiliza variedades altamente tecnológicas de algodão, que, entre outras características, trazem a resistência ao stress hídrico.
Ranking dos quatro países campeões em produtividade em algodão:

Israel              1.761                1º lugar

Austrália         1.744                2º lugar

China              1.665                3º lugar

Brasil              1.583                4º lugar

O Brasil é o quarto lugar, mas Israel irriga 100% de suas lavouras, Austrália chega a irrigar 95% e a China irriga 80%.

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