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Cultivares de soja prometem bom desempenho no Nordeste

  • 01/08/2017 |
  • Saulo Coelho

Foto: Saulo Coelho

Com a regularidade das chuvas nos Tabuleiros Costeiros e Agreste nordestinos em 2017, as cultivares de soja plantadas nos campos experimentais da Embrapa na região prometem desempenho excelente.

Foi isso que puderam ver de perto os 45 participantes da visita técnica promovida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) no campo experimental de Frei Paulo, no Agreste Sergipano, na sexta-feira (28 de julho).

Com a orientação do pesquisador Sérgio Procópio, responsável pelos ensaios de campo na região desde 2013, os produtores rurais, extensionistas, representantes de bancos de financiamento, instituições de pesquisa, órgãos de governo e entidades associativas puderam constatar visualmente o excelente estágio de desenvolvimento das 50 cultivares plantadas no dia 18 de maio.

De acordo com Procópio, caso a distribuição de chuvas na região siga com a mesma regularidade até agosto, para garantir o pleno enchimento dos grãos, os resultados de produção deste ano são extremamente promissores.

“É possível que algumas cultivares atinjam até 100 sacas (6 toneladas) por hectare. Só para se ter uma ideia, as médias nacionais nas regiões tradicionais giram em torno de 45 sacas (2,7 toneladas) por hectare”, antecipa o pesquisador.

A visita técnica serviu como um aquecimento para o dia de campo que deve acontecer na fase de colheita dos experimentos, em meados de setembro.

O encontro contou com a presença de produtores de milho de Sergipe e Bahia, além de pioneiros da cultura da soja na região do SEALBA (Sergipe, Alagoas e Bahia), com dois deles tendo viajado amis de mil quilômetros, de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste Baiano, para prestigiar a atividade. Os produtores reconhecidos como pioneiros do cultivo da soja nessa região e parceiros das pesquisas da Embrapa foram homenageados com placas comemorativas.

Para o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em Sergipe, Dênio Augusto Leite, a visita demonstra na prática que a Embrapa está cumprindo o seu papel de realizar pesquisa pública, abrindo fronteiras e demonstrando as potencialidades de novas culturas para as regiões. “A nossa instituição somará esforços para fazer essas informações chegarem a todos os produtores do estado, com visitas e dias de campo, com participação da iniciativa privada”, declarou.


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