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Curso em Silves (AM) apresenta boas práticas para implantação de bananal

Foto: Síglia Souza

A Embrapa Amazônia Ocidental realiza nesta terça-feira, 26 de fevereiro, o curso “Boas práticas para a implantação de bananal”, na sede da Associação Solidariedade Amazonas (ASA), Rodovia AM 363, Km 77 no município de Silves (AM). O curso é direcionado a agricultores familiares e técnicos de extensão rural.

Durante o curso serão realizadas atividades para a implantação de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa Amazônia Ocidental, em Silves, destinada a demonstrar de forma prática o uso de recomendações da Embrapa para a bananicultura no Amazonas e o impacto dessas tecnologias no aumento de produtividade e renda dos produtores. 

Embora a bananicultura seja uma importante e tradicional atividade agrícola no Amazonas, ainda é preciso superar, em grande parte, a baixa eficiência na produção e no manejo pós-colheita. O curso visa demonstrar aos agricultores que é possível aumentar significativamente a produtividade da banana com adoção de tecnologias e práticas de manejo recomendadas.

Os instrutores do curso serão o pesquisador Luadir Gasparotto e o técnico Antonio Sabino Neto, ambos da equipe da Embrapa Amazônia Ocidental.

No curso serão apresentadas orientações técnicas e realizadas atividades práticas, tais como a escolha e preparo da área para plantio, cuidados no preparo das mudas, abertura de covas, incorporação de matéria orgânica e de calcário nas covas 20 dias antes do plantio, adubação e plantio das mudas.  Na URT  também será demonstrada a viabilidade de plantios com espaçamento em alta densidade, associada a outras técnicas recomendadas pela Embrapa.

A atividade integra o projeto de implantação de Unidades de Referência Tecnológica para produção de cultivares de bananeiras suscetíveis à Sigatoka-negra submetidas à aplicação de fungicidas na axila da segunda folha. O projeto é coordenado pela Embrapa Amazônia Ocidental e desenvolvido nos municípios de Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Iranduba e Silves. 

Um dos objetivos do projeto é demonstrar a produtores e técnicos a eficiência da técnica de aplicação de fungicida na axila da folha da bananeira para o controle da Sigatoka-negra, uma das mais prejudiciais doenças da bananeira no mundo. A técnica desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental viabiliza o cultivo de variedades de bananeira suscetíveis a essa doença causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis. Nessa técnica é utilizado um equipamento que reduz a quantidade e o número de aplicações de fungicida, sendo aplicado em local específico da folha da bananeira, evitando a dispersão do produto no ambiente e viabilizando a produção de frutos.

A técnica de aplicação de fungicida na segunda folha tem sido usada na produção de variedades suscetíveis à Sigatoka negra, como é o caso dos plátanos, conhecidos na região norte como pacovã ou banana comprida e em outras regiões chamados de banana da terra ou banana D´Angola. Diferente das bananas que são consumidas in natura, os plátanos são consumidos após cozimento, assados ou fritos.

Também serão plantadas nas Unidades de Referência Tecnológica outras cultivares de bananeira lançadas pela Embrapa e que apresentam resistência a doenças, sendo duas do grupo prata –  BRS Japira e BRS Pacoua.  A principal característica da banana BRS Japira é a resistência à Sigatoka-amarela, à Sigatoka-negra, ao mal-do-Panamá e à antracnose em pós-colheita, principais doenças que afetam os bananais. Já a BRS Pacoua é moderadamente resistente à Sigatoka-negra  e apresenta resistência à Sigatoka-amarela e ao mal-do-Panamá. Também será plantada a  BRS Princesa, que é parecida com a ‘banana maçã’, porém de porte menor e com a vantagem de ser tolerante ao mal-do-Panamá, além de ser resistente à Sigatoka-amarela e à Sigatoka-negra.  A banana maçã praticamente encontra-se fora do mercado, devido sua suscetibilidade ao mal-do-Panamá, doença também causada por fungo.


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