Datragro estima crescimento de 1% na produção de grãos no Brasil

Forte demanda e áreas menores de cultivo no Brasil devem sustentar a Bolsa de Chicago, além dos câmbios e prêmios mais altos

21.12.2018 | 21:59 (UTC -3)
Paulo Santos

Perspectivas para a safra 2018/19 de soja e milho no Brasil. Este foi o principal tema abordado durante o 6º Crop Call Grãos realizado na última quinta-feira,(20/12) pela DATAGRO Consultoria. O analista chefe de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Júnior, apresentou com exclusividade para os clientes o andamento da safra atual e as tendências do mercado interno para 2019.

Para o próximo ano, as tendências são positivas para o mercado de grãos a nível interno. A forte demanda e as áreas menores de cultivo no Brasil, devem sustentar a Bolsa de Chicago, além dos câmbios e prêmios mais altos. Os portos brasileiros registram demanda firme, fretes acomodados e melhores logísticas. Existem alguns fatores contrários, como as maiores áreas de cultivo na Argentina, as incertezas sobre a guerra comercial, o aumento dos custos de produção e os impasses dos fretes. As margens serão mais justas, porém, ainda positivas pelo 13º ano consecutivo e os produtores capitalizados.

A estimativa de crescimento de França Júnior neste mês é próxima da realizada em novembro. As áreas de cultivo e produção deverão crescer 3% e 1%, respectivamente, nas duas culturas.

A soja possuía 35,2 milhões de hectares na safra 2017/18 e estima-se 36,1 milhões ha na safra atual. Já a produção saltará de 121,4 milhões de toneladas para 122,9 milhões de tons neste ano comercial. O milho possuía 17,3 milhões ha na safra anterior, passando a ter 16,8 milhões na safra 2018/19 e a produção aguardada é de 94,6 milhões de tons, frente as 81,1 milhões na safra anterior.

França Júnior evidenciou o plantio adiantado e o bom nível tecnológico no setor. O padrão climático de La Niña fraco, inclusive, inverno e verão sem grandes anomalias ajudam os produtores.

‘’A instabilidade do câmbio com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, além de outros entraves econômicos como a taxa de juros do Fed e a preocupação com a desaceleração da economia global irão influenciar os próximos rumos das cotações’’, frisou.

França ainda lembrou que o mercado brasileiro está bastante entusiasmado com a montagem da nova equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e, que 2019 será um ano de boa fluidez para o agronegócio.

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