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Déficit em produtos químicos soma US$ 31,4 bi nos últimos 12 meses

As importações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 4,5 bilhões em julho, recorde mensal em toda a série histórica de acompanhamento da balança comercial. Na comparação com o mês anterior, junho, houve um aumento de expressivos 30,4% no valor importado, ao passo que em movimentações físicas, de praticamente 4,5 milhões de toneladas, a elevação foi de 19,2% na mesma comparação. Em que pese o tímido resultado da atividade econômica nacional no ano, em todos os meses de 2019 as importações foram superiores a US$ 3 bilhões, com especial efeito da recente pressão cambial entre junho e julho, enquanto as exportações mensais foram de praticamente US$ 1 bilhão, impactadas com a crise comercial que vive a Argentina, principal parceiro comercial brasileiro em produtos químicos e com a preocupação de uma estagnação geral da economia mundial no contexto da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

No acumulado deste ano, entre janeiro e julho, as compras de mercadorias do exterior alcançaram US$ 24,9 bilhões, o que representa elevação de 7,2% em relação ao mesmo período de 2018. Já o volume de importações, de 25 milhões de toneladas, recorde em quantidade importadas para o período, significou um aumento de 13,8% na comparação com janeiro a julho de 2018, sobretudo devido ao aumento de 16,7% das aquisições de intermediários para fertilizantes, de praticamente 14,3 milhões de toneladas, no acumulado do ano em curso. As exportações, por sua vez, somaram US$ 7,5 bilhões, redução de 1,3% na comparação com o valor do mesmo período de 2018, sendo grande a preocupação com o desempenho das vendas para o exterior até o final do ano com os sinais negativos da economia global.

 Com esses resultados, o déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US$ 17,4 bilhões, elevação de 11,3% em relação ao mesmo período de 2018. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho deste ano, o déficit comercial somou US$ 31,4 bilhões, apenas inferior ao recorde de US$ 32 bilhões em 2013, sendo crescente a percepção de que, para o final de 2019, esse indicador será superado, mesmo com a ainda tímida recuperação do crescimento econômico nacional e em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China.

 “Indiscutivelmente as recentes conclusões de negociações de livre comércio com os dois blocos econômicos europeus, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio (sigla EFTA, em inglês), traduzem o compromisso do Governo em promover uma inserção internacional responsável e dialogada com o setor privado e em viabilizar um ambiente de negócios favorável, com textos disciplinadores modernos, eficientes e alavancadores de fluxos de comércio e de investimentos seguros e leais. Em paralelo, no contexto do delicado momento econômico internacional, é absolutamente fundamental a rápida implementação de uma agenda de competitividade consistente, alicerçada nas reformas estruturantes nacionais, sobretudo da Previdência e a Tributária, e na superação das limitações relacionadas a logística, energia, burocracia, entre outras, para o pleno uso das potencialidades de comércio e de investimentos desses novos acordos”, destaca Denise Mazzaro Naranjo, diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim.

 

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