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Demonstrações aéreas e debates marcaram congresso aeroagrícola

O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que vai até quinta-feira (dia 1º) em Sertãozinho (SP), já definiu que fica na cidade para o ano que vem, quando terá sua edição de abrangência latino-americana. O anúncio ocorreu na noite dessa terça-feira (30), durante a solenidade de abertura oficial da programação, que na verdade já havia começado pela manhã – movimentando os mais de 140 expositores e três auditórios onde 42 palestras e debates se revezam nos três dias de programação. Realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o evento reúne toda a cadeia de fornecedores e desenvolvedores de tecnologias, além de fabricantes de aviões, de um setor onde o Brasil é o segundo maior mercado mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos.

“Para nós é um orgulho, ainda mais sabendo que o congresso era itinerante e o Sindag optou por ficar em Sertãozinho em 2020, festeja o prefeito Zezinho Gimenez (PSDB). “Isso comprova a boa estrutura da cidade, que já recebe a maior do mundo no setor sucroenergéticos (Fenasucro & Agrocana, que começa dia 20, no mesmo pavilhão), além de ter uma boa estrutura hoteleira e um comércio e indústria fortes”, completa. Em seu quarto mandato, Gimenez se diz surpreendido com o tamanho do setor aeroagrícola, e emocionado com o horizonte apresentado do evento, “na carona de uma expectativa de produção de 20% na agricultura. Sem dúvida terá um benefício social muito forte para a cidade.”

O Congresso ainda segue nessa quinta-feira, das 9 às 18 horas, no Centro de Eventos Zanini. A programação ainda terá demonstrações aéreas de combate a incêndio, além de mostra com cinco aviões agrícolas, espaço kids, estandes de startups, empresas de tecnologias embarcadas de diversos países e discussões com autoridades, políticos, pesquisadores, empresários e técnicos.

Consistência, recordes e novidades

Para o presidente do Sindag, Thiago Magalhães, a edição deste ano está sendo marcante para o evento e para o próprio setor aeroagrícola. “Estamos tendo um evento não só recordista de público, de estandes na mostra de tecnologias e equipamentos e de palestras, mas também uma edição muito consistente, com várias novidades”, comenta, referindo-se, por exemplo, aos Fóruns Científico, Político e de Tecnologias.

A frota aeroagrícola brasileira cresceu 3,74% em 2018, chegando a 2.194 aeronaves, segundo estudo junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Anac. A ferramenta aérea é a única para o trato de lavouras com regulamentação própria (e extensa) e a que mais exige formação de seus operadores, além da alta tecnologia embarcada. Isso apesar dos mesmos produtos aplicados por aviões serem utilizados também por pulverizadores costais e tratores e com os mesmos cuidados necessários para segurança.

Medalha

A terça-feira teve ainda o Jantar da Aviação, com a homenagem aos agraciados pela medalha Mérito Aviação Agrícola. Este ano, os homenageados foramo professor, pesquisador e consultor Wellington Pereira Alencar de Carvalho, o tenente-coronel aviador Marialdo Rodrigues Moreira (in memoriam) e o ex-presidente do Sindag Euclides de Carli (in memoriam). A homenagem é feita todos os anos a personalidades que contribuíram com o desenvolvimento da aviação agrícola no Brasil. A indicação dos nomes é feita pelos empresários aeroagrícolas e ratificada por uma comissão envolvendo a diretoria do Sindag.

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