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DuPont recomenda manejo de resistência no uso do Ciantraniliprole para controle de pragas

Ao mesmo tempo que surge como uma solução para controle da mosca-branca em 30 culturas agrícolas brasileiras, além da broca-do-café, do bicho-mineiro-do-café e de outras pragas importantes, a tecnologia de última geração do inseticida Ciantraniliprole, da DuPont, que é comercializado com a marca Benevia, necessita ser preservada pelos próximos anos. Para isso, alerta a companhia, o agricultor deve adotar a prática do manejo de resistência a inseticidas sempre que optar pelo tratamento de lavouras com Benevia.

Após vários anos de pesquisas e elevados investimentos em seu desenvolvimento, Benevia recebeu recentemente o registro definitivo dos órgãos reguladores.

Trata-se, segundo a DuPont, de um agroquímico revolucionário, com alta potência inseticida, aplicado a baixas doses e seletivo a inimigos naturais de insetos-pragas, entre outros atributos. Benevia vinha sendo empregado havia dois anos, em caráter emergencial, no controle da broca-do-café, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

O engenheiro agrônomo e pesquisador da DuPont Fábio M. Andrade Silva, presidente no Brasil do Conselho de Ação a Resistência de Inseticidas (IRAC), uma entidade de atuação global, assinala que a causa mais comum para que insetos e pragas adquiram resistência a agroquímicos é o uso frequente e repetido de ingredientes ativos com o mesmo modo de ação.

“Nunca se deve usar, sob nenhuma hipótese, um único inseticida ao longo de toda a safra”, ressalta Fábio Andrade.

Em relação ao emprego de Benevia, especificamente, o pesquisador enfatiza que o agricultor deve observar atentamente o número máximo de aplicações do produto por cultura, prescrito em bula, bem como iniciar o tratamento somente quando o nível de infestação de sua lavoura assim o exigir.

“O ideal é aplicar Benevia com o suporte técnico de profissionais capazes de identificar, com precisão, os estágios mais suscetíveis da praga-alvo ao efeito do produto”, diz Fábio Andrade.

Fábio Andrade acrescenta que uma medida importante para o manejo de inseticidas ser bem-sucedido é o agricultor respeitar a chamada janela de aplicação, da ordem de 30 dias. Esse período compreende a transição entre uma geração e outra da praga-alvo. “Duas gerações de uma mesma praga não podem ser submetidas ao ingrediente ativo de um único inseticida, pois esse procedimento potencializa o desenvolvimento da resistência”, complementa o pesquisador.

A eficácia do manejo, informa o pesquisador, passa ainda pela implementação da rotação de inseticidas envolvendo produtos registrados no Brasil, com diferentes modos de ação e eficácia comprovada. Para o especialista, essa medida implica no minucioso monitoramento das espécies de insetos-pragas presentes nas lavouras durante todo o ciclo de uma cultura agrícola.

“O monitoramento é fundamental para orientar a definição do modo de ação dos inseticidas a empregar no controle das diferentes gerações de insetos-pragas, até o final da safra”, conclui Fábio Andrade.

A equipe técnica da DuPont a campo está apta a orientar o agricultor brasileiro quanto às melhores práticas de manejo da evolução da resistência envolvendo o inseticida Benevia e a linha de produtos da companhia.

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