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Embrapa apresenta tecnologias para milho e sorgo na AgroBrasília Digital 2020

Embrapa também promovera palestras gravadas sobre controle biológico de pragas, manejo de risco do enfezamento do milho, e sobre o inoculante BiomaPhos.

A Embrapa Milho e Sorgo participa da Feira Internacional dos Cerrados, AgroBrasília Digital, que ocorre de 6 a 10 de julho de 2020. Na vitrine virtual da feira, a Unidade da Embrapa apresentará cultivares de milho e de sorgo, inseticida microbiológico e inoculante solubilizador de fosfato. Além disso, haverá palestras gravadas sobre controle biológico de pragas, manejo de risco do enfezamento do milho, e sobre o inoculante BiomaPhos.

Neste ano, 2020, o evento acontece em formato digital.  E contará com a participação de 22 centros de pesquisa da Embrapa.  A AgroBrasília é uma feira de tecnologias e negócios voltada a empreendedores rurais de diversos portes e segmentos. Organizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Cooapa-DF), desde sua primeira edição, em 2008, a feira se propõe a ser um ambiente propício à realização de negócios. Além disso, oferta ao público as melhores novidades em máquinas, implementos agrícolas, insumos, pesquisas, biotecnologia, genética animal e vegetal, sustentabilidade, entre outros.

Palestras da Embrapa

A pesquisadora Christiane Abreu Oliveira Paiva vai falar sobre o BiomaPhos, um inoculante solubilizador de fosfato para culturas agrícolas. O BiomaPhos foi desenvolvido pela empresa Bioma Indústria, Comércio e Distribuição Ltda., a partir de tecnologia da Embrapa. O inoculante promove a solubilização de fosfatos presentes no solo, o aumento da aquisição do fósforo, o aumento da produção da cultura, e permite, em alguns casos, uma redução da dose da adubação fosfatada a ser utilizada. No caso de produtores que optarem pela adubação com fosfatos de rocha, ou pela mistura de fontes solúveis ou de menor solubilidade de adubo fosfatado, o inoculante permite uma maior disponibilidade deste nutriente para as plantas. Na palestra “Controle Biológico de insetos-pragas com insetos benéficos”, o pesquisador Ivan Cruz vai abordar as possibilidades que os produtores brasileiros têm de utilizar o controle biológico de insetos-pragas de milho através de outras espécies de insetos cuja função na área de produção é se alimentar dos insetos fitófagos.  

“São várias as vantagens do controle biológico utilizando os macrorganismos, incluindo principalmente a grande mobilidade que os insetos benéficos têm de buscar a praga onde ela estiver. A utilização de um inseto benéfico para o controle de uma praga-chave significa também a oportunidade para que outras espécies benéficas, em conjunto, continuem atuando no controle de outras espécies fitófagas, mantendo-as em baixo nível populacional, e, assim, evitando que elas atinjam status de praga.  Essa situação não ocorre quando outra tecnologia de controle de uma praga-chave como a lagarta-do-cartucho também reduz drasticamente a população dos insetos benéficos”, explica Cruz.

Já o pesquisador Fernando Hercos Valicente apresentará a palestra “Controle Biológico aplicado às culturas do algodão, milho e soja”. Os trabalhos com o baculovírus para o controle da lagarta-do-cartucho na Embrapa Milho e Sorgo tiveram início em 1984. Atualmente, o banco de baculovírus conta com 22 isolados eficientes contra a lagarta do cartucho amostrados em diversas regiões do Brasil. O inseticida é apresentado em forma de pó molhável e não causa danos ao meio ambiente.

A lagarta-do-cartucho é a principal praga do milho e do sorgo e ataca também outras culturas, como soja, algodão, hortaliças e muitas outras. Valicente ressalta que controlar pragas que atacam o milho e o sorgo é um grande desafio. “O desenvolvimento desse produto biológico foi feito à base do agente Baculovirus spodoptera, e ele é indicado para controlar a lagarta-do-cartucho nas culturas em que ela ocorre. Este inseticida tem melhor eficácia para controle das lagartas em campo, quando estas têm no máximo até um centímetro de comprimento. Testes de biossegurança comprovaram que esses vírus são inofensivos a microrganismos, plantas, vertebrados e outros invertebrados que não sejam insetos,” relata Valicente.

Já a palestra “Enfezamento do milho: manejo do risco” será apresentada pela pesquisadora Elizabeth Sabato. Os enfezamentos são doenças do milho causadas pela infecção da planta por microrganismos denominados molicutes (classe Mollicutes-Reino Bacteria), que são um espiroplasma (Spiroplasma kunkelii) e um fitoplasma (Maize bushy stunt). Há dois tipos de enfezamentos: a doença denominada enfezamento-pálido (causada por espiroplasma) e a doença denominada enfezamento-vermelho (causada por fitoplasma). A distinção entre as duas em campo com base apenas nos sintomas da planta, frequentemente, é impossível. Os molicutes invadem sistemicamente e multiplicam-se nos tecidos do floema da planta de milho e são transmitidos de plantas doentes para plantas sadias pela cigarrinha Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae).

Tecnologias da Embrapa Milho e Sorgo na vitrine virtual da AgroBrasília

Milho-verde BRS 3046

Cultivar de milho do tipo híbrido triplo. Recomendado para produção de milho-verde. Apresenta grãos dentados e espigas grandes e bem empalhadas. Indicado para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, e o estado do Paraná (Norte, Nordeste, e Oeste), sem restrição de altitude e para plantios em safra e safrinha. Resistente à ferrugem-comum (Puccinia sorghi), helmintosporiose (Exserohilum turcicum), mancha-foliar-de-diplodia (Stenocarpella macrospora), mancha-de-bipolaris e moderadamente resistente à cercosporiose (Cercospora zeae-maydis).

Sorgo granífero BRS 373

O sorgo granífero BRS 373 é um híbrido desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, especialmente para os plantios em sistemas de sucessão à soja. O ciclo superprecoce, a alta produtividade e a estabilidade fazem desta cultivar uma alternativa interessante para o produtor, especialmente em condições de segunda safra.

Sorgo biomassa BRS 716

A partir das pesquisas realizadas, foi gerado o primeiro híbrido de sorgo biomassa desenvolvido pela Embrapa: o BRS 716. Direcionado para cogeração de energia por meio da queima de biomassa, o híbrido apresenta alta produtividade, em média, de 120 a 150 toneladas de matéria fresca por hectare. Tem ciclo de cerca de seis meses, e porte entre cinco e seis metros de altura. Possui boa sanidade, resistência ao acamamento e adaptação ampla a diferentes regiões do Brasil.

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