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Empresas de máquinas destacam desafios da produção agrícola no país

  • 23/02/2018 |
  • Marcelo Machado

Foto: Fagner Almeida/Divulgação

Utilização da tecnologia e rotação de culturas. Estas foram as alternativas apontadas pelos executivos das principais empresas de equipamentos agrícolas em painel realizado na tarde dessa quinta-feira, 22 de fevereiro, na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na Estação Experimental do Arroz, do Irga, em Cachoeirinha (RS). No debate, os líderes discutiram sobre o porquê de suas empresas apostarem no Brasil.    

O diretor da CaseIH, José Henrique Karsburg, destacou que o momento é delicado para tomar decisões. De acordo com o dirigente, “enormes desafios geram importantes oportunidades”. O executivo defende que é preciso vender mais arroz e encontrar outros países importadores, a exemplo de China e Nigéria. Para ele, a questão econômica é fundamental, uma vez que se importa muito mais arroz do que se exporta. “Não há cadeia que resista. Precisamos reverter”, avaliou.

O gerente de marketing da New Holland, Cristiano Conti, afirmou que é preciso repensar determinados comportamentos. “Gestão deixa de ser produzir e vender. Cada vez mais, na gestão de uma empresa, os detalhes fazem a diferença, às margens estão apertadas e os custos têm que ser referenciados. Para Conti, a utilização da tecnologia é uma forma de buscar a eficiência. “A agricultura de precisão traz agilidade e redução de custos na utilização da água e do manejo do solo. A gente não pode se assustar com esse tipo de tecnologia. Ela vem para facilitar a condução dos equipamentos”, destacou.

O gerente de vendas, da John Deere, Eduardo Romann Martini, destacou que a população é cada vez mais urbana e alguém precisa produzir os alimentos. O dirigente analisou que, uma vez que o consumo não depende do produtor e sim do mercado, o que pode ser controlado são os custos. Martini lembrou, citando informações do Irga, que depois da terra, o maior dispêndio é com a irrigação. O incremento da receita, disse o gerente, pode ser buscado com a rotação de culturas. “A soja está para o arroz assim como o milho está para a soja”, afirmou.

O último convidado do painel foi o vice-presidente de vendas e marketing da AGCO da América do Sul, Werner Santos. O executivo destacou a importância do Brasil no contexto da economia mundial. “O país tem uma das maiores áreas disponíveis para a agricultura, além de clima favorável e potencial hídrico”. Santos ainda disse que o futuro do agronegócio passa pela diversificação. O encontro que lotou as dependências do auditório principal da Abertura da Colheita do Arroz, contou com a mediação do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) Henrique Dornelles.  


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