NOTÍCIAS

​Ensaio chancela inseticidas para controlar pragas do cafeeiro

  • 13/02/2017 |
  • Fernanda Campos

Estudos realizados pela equipe técnica da Nufarm concluíram que os inseticidas Klorpan e Abamex, distribuídos pela empresa australiana, trazem resultados efetivos no controle da broca-do-café, do bicho-mineiro-das-folhas e também do mais importante complexo de pragas de relevância econômica para a cultura.

De acordo com a Nufarm, além do controle efetivo da broca-do-café e do bicho-mineiro-das-folhas, os campos demonstrativos também avaliaram positivamente a ação dos dois produtos sobre as cochonilhas da parte aérea e o ácaro-vermelho.

“Os dados demonstram que Klorpan e Abamex controlam com êxito a um leque de pragas importantes da cafeicultura. Por isso, esses produtos transferem ao produtor uma relação custo-benefício favorável na comparação aos insumos mais utilizados nos dias de hoje nas regiões produtoras do País”, destaca Murilo Borges, engenheiro agrônomo e gerente de inseticidas da Nufarm.

Segundo Borges, Klorpan é um inseticida de contato e ingestão à base de Clorpirifós, com forte ação de choque e profundidade. Abamex, acrescenta o agrônomo, é descrito como um acaricida-inseticida de contato e ingestão à base de Abamectina. “Abamex apresenta formulação avançada e age em profundidade nas folhas, com efeito residual prolongado”, complementa Borges.

Identificada pela primeira vez no Brasil em 1913, na região de Campinas, no interior do estado de São Paulo, a temida broca-do-café é hoje encontrada em todas as regiões produtoras do Brasil.

Borges lembra que se não for monitorada e controlada, a broca-do-café (Hypothenemus hampei) resulta em perdas representativas ao produtor, sobretudo por depreciar o valor dos grãos de café no mercado. De acordo com o Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - responsável pela regulamentação da qualidade e pela classificação do café brasileiro -, a praga ainda interfere fortemente na qualidade da bebida.

Já o bicho-mineiro-das-folhas (Leucoptera coffeella) dissemina-se no Brasil desde o século 19. A praga surge de maneira generalizada nos cafezais e provoca prejuízos de monta principalmente por atacar às folhas do cafeeiro, reduzindo a produtividade.

ver mais notícias