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Entidades mineiras avaliam perdas causadas pela seca e altas temperaturas nas lavouras de café

O mapeamento orientará ações efetivas de recuperação de renda para produtores e municípios mais afetados.

Representantes da Emater-MG e do Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) se reuniram nesta terça (10/11), em Belo Horizonte, para consolidar uma atuação conjunta no levantamento de perdas por intempéries climáticas na cafeicultura do estado. A ideia é somar esforços ao levantamento de safra anualmente realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para quantificar os danos e sua abrangência com maior agilidade possível, e apontar os mecanismos de recomposição de renda adequados para cada produtor ou região mais atingidos.

“Sabemos das perdas, que necessitam ser mensuradas, o que deve ser feito a partir de um mapeamento mais preciso da situação. Criaremos uma força tarefa a campo, com técnicos do Sistema Faemg e da Emater-MG, para que ainda em dezembro possamos ter uma estimativa mais assertiva do que será consolidado em janeiro, com a parceria da Conab. É importante termos a maior celeridade possível neste momento, auxiliando e orientando os produtores a buscarem alternativas nas linhas de crédito ou acionando as seguradoras, quando for o caso. E buscarmos outras soluções para minimizar os impactos e dar condições aos produtores de continuarem produzindo e mantendo ativo um dos mais importantes setores da economia mineira”, disse o vice-presidente do Sistema Faemg e presidente das Comissões Estadual e Nacional de Cafeicultura, Breno Mesquita.

O presidente da Emater-MG, Gustavo Laterza, reiterou a importância do trabalho conjunto das entidades, com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Governo de Minas, para que as ações de apoio técnico aos produtores sejam efetivas no campo.

 “Mensurar as perdas neste momento requer cautela e estudo, para identificar o seu impacto na produção, bem como acompanhar como será o desempenho do regime de chuvas neste final de ano. Precisamos levantar o máximo possível de informações com urgência, fazendo o acompanhamento da safra nos municípios e regiões. Faremos um alinhamento com os técnicos das entidades, para levantar informações junto aos produtores e para emitir laudos técnicos por propriedades e/ou por municípios, orientando e subsidiando as ações e políticas públicas cabíveis”, disse Laterza.

Resultados do encontro

- Criação de força tarefa para antecipar o levantamento das perdas no estado, com nivelamento dos técnicos dos programas do Sistema Faemg e da Emater-MG (vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que irão a campo.

- Orientação de produtores sobre o seguro de safra e linhas de crédito disponíveis. Elaboração de laudos técnicos para os produtores mais afetados e para municípios onde haja a necessidade de  decretar estado de emergência.

Café em  Minas Gerais 

·         O café é um dos principais produtos do agro mineiro.
·         Minas deve responder, em 2020, por 52% da produção nacional – a estimativa para este ano é entre 30 e 32 milhões de sacas colhidas.
·         456 municípios mineiros têm a cafeicultura entre suas principais atividades econômicas.
·         O café é a principal fonte de renda de em torno de 140 mil famílias mineiras.
·         124 mil delas são cafeicultores de pequeno porte, da agricultura familiar.
·         Cerca de 4 milhões de empregos são gerados em toda a cadeia produtiva do grão no estado.
·         Valor Bruto da Produção (VBP) da cafeicultura em 2020 é estimado em R$ 16,7 bilhões em MG, representando 61% do VBP nacional do setor.
·         MG exportou, em 2019, aproximadamente 27 milhões de sacas, movimentando US$ 3,5 bilhões. Principais destinos: EUA, Alemanha e Japão
·         As remessas internacionais de café naquele ano representaram 44,6% das exportações totais do agronegócio mineiro.
 


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