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Estudante de São Carlos (SP) recebe prêmio internacional por pesquisa sobre fertilizantes

Pesquisa de Ricardo Bortoletto esperar reduzir a volatilização da ureia, que chega a 50%. - Foto: Edilson Fragalle

O desenvolvimento e avaliação de novos sistemas de revestimentos poliméricos à base de óleos vegetais para a liberação controlada de ureia no campo levou o doutorando Ricardo Bortoletto Santos a ser contemplado com o Prêmio Scholar do Instituto Internacional de Nutrição de Plantas (IPNI).

Santos, que desenvolve a parte prática no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) na Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), é um dos quatro brasileiros - o único da Embrapa - entre os 31 alunos de pós-graduação de 11 países a receber a premiação.

Os outros três estudantes são da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), Universidade Federal de Viçosa (MG) e Universidade Federal de Santa Maria (RS). Cada aluno vai receber dois mil dólares do IPNI, que é uma organização global, sem fins lucrativos, dedicada ao manejo responsável da nutrição de plantas para o benefício da família humana.

Em carta enviada ao estudante, o presidente da instituição, Terry L. Roberts, disse que havia muitos candidatos altamente qualificados no ano de 2018, mas que ele tinha o prazer de anunciar que Santos era um deles que receberia o prêmio internacional.

“Todos os anos, reunimos um grupo impressionante de acadêmicos de todo o mundo”. Cada indivíduo selecionado deve estar muito orgulhoso dessa conquista. Eles já estão contribuindo muito para o campo da nutrição das plantas ”, disse o presidente.

 “O Prêmio do International Plant Nutrition Institute 2018 é marcante para minha carreira, por ser o primeiro. Gratificante, pelo trabalho apresentado ter sido analisado por pesquisadores de outros países e ter adquirido visibilidade mundial, permitindo destacar as pesquisas realizadas pela Embrapa Instrumentação”, onde o estudante é orientado pelo pesquisador Caue Ribeiro. 

 “Ele nos motiva, ainda mais, a compreender e melhorar a dinâmica de liberação dos fertilizantes para as plantas, considerando que o uso incorreto pode trazer danos ambientais, bem como perdas de rendimento. Também, essa conquista mostra a importância dos trabalhos que vem sendo desenvolvidos na Embrapa na área da agricultura”, acrescentou o doutorando.

Para o orientador, é importante destacar que o prêmio IPNI é tipicamente associado a trabalhos agronômicos aplicados, e o trabalho do estudante é um desenvolvimento de fertilizante pelo enfoque das propriedades como material – uma vertente em que a Embrapa Instrumentação é pioneira.

“É um reconhecimento de um órgão central da pesquisa em nutrição de plantas de que estamos trilhando o caminho correto”, avaliou, Caue Ribeiro, da Alemanha, onde desenvolve, como cientista visitante, pesquisas na temática.

Pesquisa quer reduzir volatilização da ureia

 Aluno do Instituto de Química de São Carlos (USP), Santos que é co-orientado pelo professor Wagner Luiz Polito, desenvolve a pesquisa a fim de reduzir a perda de 50% da ureia, por volatilização.

O estudante explica que a ureia é a principal fonte de nitrogênio como nutriente vegetal, mas apresenta baixa eficiência agronômica devido à rápida perda de nitrogênio por volatilização. Assim, a pesquisa estuda um revestimento, a partir de filmes poliméricos, obtidos à base de produtos biodegradáveis, para diminuir a perda do fertilizante.

O estudo está em fase de conclusão e deve ser apresentado no primeiro trimestre do próximo para obtenção do título de doutor em Química.

 


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