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Estudo mostra queda da participação de cooperativas do PR nas vendas de defensivos e sementes

A Spark Inteligência Estratégica divulga nos próximos dias um levantamento com amplitude inédita sobre o sistema de distribuição de defensivos agrícolas e sementes do Centro-Sul do País. Segundo a empresa, dados preliminares da pesquisa indicam que a região registra mudanças no modelo de acesso ao mercado desses produtos, sobretudo em virtude das consolidações ocorridas na indústria e nas revendas do setor.

Uma etapa preliminar da pesquisa, realizada no Paraná, apontou que 51% dos desembolsos com defensivos agrícolas ficaram concentrados exclusivamente nas cooperativas no ciclo 2016-2017, um montante da ordem de US$ 672 milhões, frente ao mercado total aproximado de US$ 1,3 bilhão do Estado.

Na safra seguinte (2017-18), entretanto, conforme números da Spark, a participação de agricultores que compram exclusivamente de cooperativas caiu para 46% do total das vendas desses insumos. Produtores com esse perfil movimentaram, então, US$ 538 milhões, ante o mercado total estimado em cerca de US$ 1,2 bilhão.


Segundo a consultoria, a pesquisa pertinente ao Centro-Sul do País resulta de mais de 3,2 mil entrevistas, feitas este ano, com produtores de soja, milho safrinha e trigo, as de maior relevância econômica naquela área. Somente no Paraná, informa a Spark, foram realizadas 2,2 mil entrevistas, devido à representatividade do Estado na economia agrícola da região. O levantamento contemplou ainda o Estado de São Paulo e o sudoeste de Mato Grosso do Sul.

O gerente de relações com clientes da Spark, Renato Oliveira, destaca, por exemplo, que no ano de 2017 a proporção do mercado que dividia desembolsos entre revendas e cooperativas era de 18% do total, equivalente a US$ 232 milhões. Esse grupo, revela o executivo, saltou para 24% em 2018, movimentando a cifra de US$ 283 milhões.


Segundo ele, a tendência apurada pela consultoria é a de daqui para a frente haver aumento do número de agricultores que diversifica suas compras entre revendas e cooperativas, em busca de melhores ofertas de produtos e serviços.

“Cooperativas permanecem players importantes, por sua eficiência em capilaridade, relacionamento e força de recomendação ao produtor. Em contrapartida, as revendas são impulsionadas por um processo de concentração, fortalecido pelo suporte financeiro de grandes grupos e investidores”, assinala Oliveira.

“Mais do que nunca, as revendas buscam hoje, de maneira agressiva, ampliar sua cobertura nas diferentes regiões do País, ancoradas principalmente na captura de valor e na ampliação de serviços”, continua ele.

“Em linhas gerais, a pesquisa permite afirmar que a concorrência entre revendas e cooperativas tende a ser mais acirrada daqui para frente. Os dois lados terão grandes desafios, como ajustar sua oferta de acordo com a demanda dos produtores, reduzir e alocar estoques.”

Oliveira adianta ainda que a pesquisa completa sobre o sistema de distribuição do Centro-Sul será divulgada este mês, com dados de todas as regiões agrícolas do País, como parte do levantamento BIP - Business Inteligence Panel, que a Spark realiza há mais de cinco anos.

Outras linhas de análise cobertas pelo estudo, de acordo com Renato Oliveira, são os modelos de acesso do produtor ao mercado, por região e o perfil fundiário de produtores, entre outras. O levantamento BIP, complementa Oliveira, traz um diagnóstico completo dos mercados de defensivos agrícolas e sementes.

Em pouco mais de cinco anos de atividades, a Spark realizou mais de 160 estudos especiais e 300 cotas de estudos painel atrelados ao agronegócio brasileiro. Nesse período, os profissionais da empresa já aplicaram mais de 130 mil entrevistas e percorreram em torno de 4,5 milhões de quilômetros no território nacional.

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