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Evento destaca Programa Renovabio

  • 29/06/2017 |
  • Cristina Tordin

Marília Folegatti Matsuura e Nilza Patrícia Ramos estiveram presentes no Ethanol Summit, evento que, em junho, reuniu vários atores da cadeia produtiva do etanol: produtores, gestores públicos, políticos, acadêmicos e pesquisadores. Estavam presentes o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alkmin, e os Secretários Estaduais de Agricultura, Arnaldo Jardim, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Conforme Marília, “o RenovaBio, programa do Ministério do Minas e Energia (MME) para promover a produção sustentável de biocombustíveis, com redução de emissões de gases de efeito estufa, foi muito mencionado”.
“O programa busca garantir a expansão da produção de biocombustíveis, com previsibilidade, sustentabilidade ambiental, econômica e social, compatível com o crescimento do mercado e em harmonia com a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) confirmada na COP 21, explica a pesquisadora. Para isso, as bases para a sua construção estão sendo o diálogo, a busca de convergências, o fomento de um mercado competitivo e harmonioso com outros produtos energéticos, regras claras, transparentes e estáveis, que reconheçam as externalidades e garantam a segurança do abastecimento e a previsibilidade do mercado”, explica Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente.
Segundo Marília, a Embrapa Meio Ambiente, a Unicamp e o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) estabeleceram o protocolo de avaliação de desempenho ambiental de biocombustíveis para o programa RenovaBio, em atendimento à demanda do MME. Sua base é o método de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), com foco na categoria de impacto Mudanças Climáticas. É aplicável aos biocombustíveis etanol, biodiesel, bioquerosene, biogás e biometano.
Os índices de desempenho ambiental dos combustíveis do Programa Renovabio são estimados pela Renovacalc, uma ferramenta composta por um conjunto de planilhas em excell para o levantamento de parâmetros técnicos junto ao produtor, preparadas para calcular as emissões de gases de efeito estufa do ciclo de vida dos biocombustíveis, gerando um índice de desempenho em g CO2e/MJ de biocombustível.
De acordo com a pesquisadora, “ACV é uma ferramenta para avaliação de impactos ambientais baseada na contabilidade de material e energia consumidos pelos processos produtivos e emitidos para o meio ambiente durante todo o ciclo de vida de um produto, desde a extração de recursos naturais, incluindo os processos de transformação, os processos de transporte e a fase de uso e disposição final do produto. É uma metodologia com forte base científica e reconhecida internacionalmente, sendo padronizada pelas normas ISO 14040:2009 e 14044:2009”.

Nilza Ramos destaca a importância do Ethanol Summit como um evento de discussões tecnológicas, de gestão e políticas para o setor sucroenergético. “Neste ano o tema foi "Um Salto para 2030", com grandes discussões a respeito de inovações e principalmente sobre a descarbonização da agricultura - tema trabalhado por várias equipes da Embrapa Meio Ambiente. Nele, as pesquisadoras auxiliaram nos esclarecimentos a respeito do RenovaBio.

“Atualmente, continua Morandi, a equipe tem sido demandada para apresentar o protocolo de avaliação de desempenho ambiental de biocombustíveis para o RenovaBio para vários atores do setor sucroenergético, como para as principais associações de produtores de biocombustíveis nacionais”.

Ethanol Summit
Lançado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em 2007 e realizado a cada dois anos, é um dos principais eventos do mundo voltados para as energias renováveis, particularmente o etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar. Recebeu o Selo Evento Neutro, por assumir o compromisso de quantificar e compensar as emissões de CO2 provenientes de todas as etapas (montagem, realização e desmontagem) do evento.
No painel “Cana e Inovação: novos usos e produtos”, os presentes contaram com um debate que perpassou questões voltadas às tecnologias inovadoras e não convencionais do uso de etanol e da palha da cana-de-açúcar na fabricação de produtos.
Já no painel “Biocombustíveis na aviação: solução de baixo carbono”, foram debatidos a redução de emissões de gases de efeito estufa decorrentes da adoção de biocombustíveis de aviação; os desafios para o desenvolvimento, implementação e tendências tecnológicas para os novos combustíveis de aviação; as políticas de promoção do produto; a diferença de preços entre combustíveis convencionais e alternativos; os critérios de sustentabilidade e as questões atreladas às contribuições presentes no Acordo de Paris sobre o uso de combustíveis alternativos.
O Painel “NDC” abordou os compromissos ambientais do Brasil, com discussão da contribuição da pecuária, papel dos biocombustíveis e a implementação do Código Florestal para atingir as metas do Brasil na COP21.

Saiba mais em http://ethanolsummit.com.br/


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