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Evento vai apresentar potencial da canola no Brasil

Rio Grande do Sul cultivou 35,5 mil hectares de canola em 2018 - Foto: Edevilson José dos Santos

O XI Curso de Canola, marcado para o dia 21 de março, em Passo Fundo, RS, traz o tema “Acerte no manejo e colha resultados”, com a apresentação de diversas palestras voltadas ao uso de tecnologias capazes de melhorar os resultados da canola nas lavouras. O evento é promovido pela Embrapa Trigo e Abrascanola.

O cultivo da canola está concentrado no Rio Grande do Sul, onde a oleaginosa favorece cultivos subsequentes através do resíduo de fertilizantes que podem resultar em melhores rendimentos no milho (até +32%) e no trigo (+10 a 20%). Na soja, o aumento na média de rendimentos pode chegar a 500 kg/ha, em comparação a áreas de pousio ou cultivo não adubado.

A área de cultivo foi de 35,5 mil hectares em 2018, com produtividade média de 1.400 kg/ha, volume 69% superior ao ano anterior. De acordo com o pesquisador Gilberto Tomm, quando comparada à produtividade dos cereais de inverno, o rendimento da canola até pode parecer pequeno, mas, segundo ele, é preciso considerar que as oleaginosas gastam muito mais energia para a produção de grãos do que os cereais: “é muito mais fácil encher os grãos com amido do que com óleo e proteínas”. Ainda, Tomm argumenta que é preciso avaliar o retorno econômico na produção, não apenas o volume: “a canola dispensa o uso de fungicidas, ao contrário dos cereais que dependem do controle de doenças fúngicas para vencer o ambiente úmido do inverno. A canola também não enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto o mercado impõe uma série de exigências quanto à qualidade comercial dos cereais”. Os custos de produção da canola atingem, em média, 900 kg/ha.

A semeadura da canola no Rio Grande do Sul inicia em 11 de abril, com expectativa de repetir a área de cultivo do ano anterior. A Embrapa recomenda cuidados iniciais ao produtor, como ajustes na semeadora, contratação de seguro agrícola e aquisição de fórmulas fertilizantes com alto teor de nitrogênio. Para o pesquisador Fabiano De Bona, a adubação pode representar mais de 50% do custo operacional na canola, mas o nitrogênio é o elemento de maior importância na cultura: “Para cada quilo de nitrogênio aplicado na lavoura, o retorno pode chegar a seis quilos de grãos de canola. A recomendação no RS e SC é empregar 60 kg de N/ha, colocando, no mínimo, 30 kg/ha na semeadura, e o restante em cobertura”.

Outro tema previsto no Curso de Canola é o manejo de insetos-praga e polinizadores, que contará como palestrante o pesquisador Alberto Marsaro Junior. Segundo ele, a canola pode ser danificada por diversos insetos-praga ao longo do seu ciclo de desenvolvimento, mas os agentes de controle biológico, principalmente os predadores, contribuem para manter o equilíbrio populacional dessas pragas, evitando que elas alcancem altas populações nas lavouras exigindo o uso de inseticidas. Outro grupo de insetos bastante frequente na cultura da canola, principalmente no período de florescimento, é o dos polinizadores, destacando-se as abelhas, pela abundância e diversidade. “Esses insetos contribuem de forma significativa para aumentar a eficiência da polinização das flores de canola, colaborando para o incremento de rendimento de grãos. Conhecer e preservar esses agentes polinizadores são fundamentais para garantir a continuidade de seus serviços prestados à cultura da canola”, explica Alberto.

O  XI Curso de Canola inicia às 8h30min, no dia 21 de maço, no auditório principal da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS. Não haverá custos para os participantes, mas as vagas são limitadas, com inscrições no local. Informações através do telefone 54-3316-5800 ou no site da Embrapa Trigo em https://www.embrapa.br/trigo/eventos. 

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