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Fambras leva curso “O Mundo Islâmico” para a Confederação Nacional da Agricultura

Nesta edição, o conteúdo foi remodelado para contemplar as necessidades do agronegócio. - Foto: Wenderson Araujo/CNA

A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil – FAMBRAS, ao longo de quatro décadas de atuação, orgulha-se de ser uma facilitadora das relações entre o Brasil e o mercado islâmico. E, desta vez, este apoio se dará ao agronegócio brasileiro por meio do curso on-line “O Mundo Islâmico – Oportunidades e desafios para a agropecuária no Brasil”, realizado em parceria entre a Confederação Nacional da Agricultura.

O curso terá início nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 9h, e terá a participação da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. “Trata-se de uma autoridade política que reconhece a importância do mercado islâmico para o agronegócio brasileiro e é incansável para fortalecer e ampliar esta relação”, declara o vice-presidente da FAMBRAS e um dos professores do curso, Ali Zoghbi.

A força do mercado islâmico, o mercado Halal, e a potência e qualidade do agronegócio brasileiro inspiraram a realização deste curso. “O curso ‘O Mundo Islâmico’ já foi realizado, presencialmente, em importantes instituições como o Ministério das Relações Exteriores/Instituto Rio Branco e a Ordem dos Advogados do Brasil. Nesta edição, o conteúdo foi remodelado para contemplar as necessidades do agronegócio. Serão quatro módulos de muito conhecimento e informações relevantes para quem deseja exportar para as nações islâmicas”, explica o vice-presidente.

Zoghbi faz questão de reforçar que o Brasil já atua com destaque no mercado Halal – é líder mundial na exportação de proteína animal Halal. Exporta, ainda, outros produtos agropecuários como a soja e o açúcar, por exemplo. “Mas sabemos que há muitos outros produtos que interessam a este mercado que reúne quase 2 bilhões de pessoas”.

O mercado islâmico não contempla, apenas, os países árabes, mas sim, todas as nações de maioria muçulmana – como o Paquistão e a Indonésia, por exemplo. “Há, no entanto, muitos países de outros continentes, com minorias muçulmanas, que compram produtos Halal como os Estados Unidos, a China e alguns países europeus”, ilustra o vice-presidente. “E quem consome alimentos saudáveis também vêm buscando o Halal, uma vez a certificação de um alimento só é concedida após o cumprimento de rigorosos critérios de segurança dos alimentos”.

“O Mundo Islâmico – Oportunidades e desafios para a agropecuária no Brasil”

Os encontros acontecerão nos dias 6, 13, 20 e 25 de agosto, a partir das 9h, e terão duração máxima de 90 minutos. Os professores ministrarão palestras ao vivo por meio da plataforma virtual Zoom. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas acessando aqui.

A programação trará a experiência de profissionais do setor privado, governo e academia. Cada encontro terá dois módulos temáticos. Ao todo, serão oito temas:

- População islâmica no mundo: distribuição geográfica, padrões e novas tendências de consumo de alimentos e bebidas;

- Princípios do Islam e seus reflexos para o mercado internacional de bens agropecuários;

- Normas e princípios do Direito Islâmico e sua relação com o sistema jurídico internacional;

- O conceito Halal: certificações e regulamentos para os setores de alimentos e bebidas;

- O comércio internacional de alimentos e produtos Halal: oportunidades e desafios para o setor agropecuário;

- A política comercial do agronegócio brasileiro para países islâmicos;

- Banca Islâmica e as principais características das finanças islâmicas;

- Fundos soberanos de países Islâmicos: investimentos diretos e financiamentos para o agronegócio no Brasil.

O curso on-line “O Mundo Islâmico – Oportunidades e desafios para a agropecuária no Brasil” conta com o apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e da Academia Halal do Brasil.

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