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Financiamento coletivo surge como oportunidade ao setor de agronegócio

Segundo especialista, só terão sucesso no crowdfunding as captações de empreendimentos verdadeiramente sustentáveis, que mostrem valores além dos financeiros.

Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro vem aumentando sua fatia de importância para a economia nacional. Uma das grandes vocações do Brasil é a produção de alimentos, em função da vastidão de terras, clima e tecnologia desenvolvida e aplicada. Para auxiliar este crescimento, surge uma nova opção de financiamento para o setor, popularmente conhecido como crowdfunding.

Essa modalidade de financiamento coletivo vem adentrando em diversos ramos empresariais, principalmente nas áreas ligadas à economia circular e criativa, sendo um dos principais financiadores de diversos empreendimentos na área de tecnologia. Então, por que não, também, no agro? Segundo Christian Bundt, Coordenador do Comitê de Economia e Tendências Empresariais do ISAE Escola de Negócios, a decisão de investir no agronegócio surgiu após muitas empresas do setor acessarem venture capitalsprivate equities e abrirem capital na bolsa de valores.

“O farm crowdfundingcrowdfarming ou financiamento coletivo para o agronegócio se aplica muito bem desde o pequeno ao médio produtor”, comenta. “É uma boa alternativa para a diversificação de investimentos, ainda mais com a taxa do Selic em 2% ao ano e menor que isso em muitos países do mundo”, aponta o especialista.

Em outros modelos de financiamento, processos de gestão que se preocupam e cuidam do meio ambiente tendem a deixar as taxas de juros menores. No crowdfarming, essa característica é ponto de partida. “Vivemos uma fase bastante ligada à sustentabilidade. Por isso, só terão sucesso as captações de empreendimentos sustentáveis de fato, que mostrem valores além dos financeiros”, aponta. Segundo o especialista, o tratamento das questões ambientais deve ser tão importante quanto à taxa de retorno do negócio, mesmo em propriedade rural. “Além disso, o storytelling precisa ser caprichado para mexer com o investidor, seguindo a linha dos investimentos do tipo ESG”, conta.

As experiências internacionais e brasileiras com crowdfarming ainda estão mais voltadas às pequenas propriedades, principalmente de olerícolas. Contudo, também existem experiências bem estruturadas e seguras de equity crowdfunding, como a Radix Investimentos, uma greentech florestal. “A Radix Investimentos é um caso de sucesso focado em financiamento coletivo de florestas. Ela oferece oportunidades a partir de R$500 para qualquer pessoa física que tenha desejo de investir no agronegócio. Além disso, a criação de animais também vem ganhando financiamento coletivo. Agora é a vez dos produtores de soja ou trigo pensarem nessa possibilidade”, completa Christian Bundt.

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