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Força Tarefa da RTRS discute como agregar valor à produção e compra de soja sustentável

  • 24/08/2018 |
  • Angélica Cortez

A Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) promoveu mais uma reunião da Força Tarefa Brasil. O encontro teve como objetivo apresentar as ações que a RTRS realizou no primeiro semestre, ressaltar o crescimento da produção e demanda por soja sustentável, divulgar as prioridades futuras da entidade, exibir os resultados do projeto com a Fundação Espaço ECO e abordar a visão do mercado europeu.

A Força Tarefa Brasil da RTRS é um espaço de trabalho e colaboração que reúne membros da associação, incentivando o trabalho do mercado global e contribuindo para a construção de políticas públicas, difundindo informação aos produtores e consumidores, fortalecendo assim, o mercado para a soja responsável.

Nessa edição, a reunião foi realizada na sede da Bayer, em São Paulo-SP e reuniu produtores, representantes da indústria, sociedade civil e observadores, entre eles, representantes da Caldenes Agrop, Fazendas Bartira, TNC, Earth Innovation, Fazenda N. S. Aparecida, CAT Sorriso, Cooperativa Agrária, Cerquality, INPEV, IDH, Sustenágil, Bureau Veritas, Cert-id, Syngenta, Bayer, Basf, Solidariedad, Aliança da Terra, Rabobank, Control Union, Santander, Glencore, Agroicone, SomarAgro, Cargill, Schutter, Emap Porto de Itaqui, FEE, CDP e ADM.

De acordo com a Presidente da RTRS, Marina Born, a entidade teve ótimos resultados no primeiro semestre. “De janeiro a junho, foram produzidas 700 mil toneladas de soja responsável no Brasil. Estamos atingindo as metas estabelecidas e novas organizações se uniram a RTRS. Acreditamos que quanto mais mostrarmos profissionalismo, mais demonstraremos a força das cooperativas, produtores e tradings. Nosso desafio é ter mais apoio dos governos e dos bancos”, comenta.

Os participantes apresentaram ideais e estratégias para agregar valor a produção e a compra de soja responsável, com o propósito de engajar os produtores a conhecer os benefícios ambientais, sociais e econômicos de produzir de forma sustentável, e apresentar as empresas compradores os motivos pelos quais devem adquirir um produto com um selo responsável.

Para mensurar qualitativamente o trabalho realizado pelos produtores certificados RTRS, a Fundação Espaço ECO apresentou os resultados de um projeto realizado em parceria com a entidade. Trata-se de uma ferramenta de gestão que mostra os impactos da certificação e qual a percepção dos produtores sobre a implementação e adequação das regras para se tornar certificado.

“Os resultados nos mostram como os benefícios sociais e ambientais podem ser, em diversos casos, mais importantes que os econômicos. Percebemos que os produtores assumiram o compromisso com a responsabilidade com foco em seguir os princípios de cumprir as leis e as boas práticas de negócios, oferecer boas condições de trabalho, respeitar e criar vínculos com as comunidades locais, cuidar do meio ambiente e adotar boas práticas agrícolas”, finaliza Marina.

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