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FPA promete oposição a ameaças contra a relação entre Brasil e China

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS) enviou nesta segunda-feira (30) carta à Embaixada da China no Brasil. “Em recente manifesto da FPA, formada por quase 300 parlamentares do Congresso Nacional, dissemos o quão importante e necessário é mantermos nossas boas relações de amizade e comércio com a China que, ainda nestes tempos, vem sofrendo ataques inimagináveis nas redes sociais diante do avanço da pandemia do novo coronavírus”, destacou.

Declarações isoladas nas redes sociais responsabilizam a China pela pandemia de coronavírus e provocaram recentemente uma crise diplomática entre os dois países. O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, manifestou repúdio aos ataques. A FPA emitiu nota oficial à época informando que deseja manter no mais alto nível as relações bilaterais entre Brasil e China.

Na última sexta-feira (27), a Embaixada da China no Brasil publicou uma “Carta Aberta à Sociedade Brasileira”, em que diz: “qualquer tentativa de difamar a China e minar a fraternidade China-Brasil, seja quem for seu autor, seja como for a sua forma, serão fracassadas”.

O presidente da FPA ressalta que a bancada não corrobora nenhuma declaração feita neste sentido e repudia ilações e ataques contra um dos parceiros mais importantes da última década para nosso desenvolvimento.

“Superaremos a pandemia de mãos dadas, conforme acordado em conversa realizada entre o governo federal e o presidente Xi Jinping, acompanhada pela nossa eficiente ministra da Agricultura, Tereza Cristina, responsável por avanços significativos na abertura do mercado brasileiro”, disse o parlamentar.

De acordo com a FPA, a imagem do Brasil no exterior passa por uma verdadeira desmistificação e a China é um dos países que mais colabora para mostrarmos a verdadeira vocação do nosso país: agricultura sustentável, com equilíbrio econômico e social. “Estamos preparados para manter nossas relações diplomáticas não apenas no contexto comercial, mas de saúde também, ao buscarmos referências chinesas no combate à disseminação do vírus e na cura de infectados por todo o território nacional”, ressaltou.

“Deixamos o reforço de que não será tolerado nenhum prejuízo à esta relação bilateral e que estaremos prontos para fazer oposição a qualquer ameaça ao bom relacionamento entre o Brasil e a China, sobretudo numa perspectiva de reaquecimento econômico. O momento pede união global para superação de uma mazela sem nacionalidade que aflige toda a humanidade”, finalizou Moreira.

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