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Governo anuncia R$500 milhões para estocagem e comercialização do arroz

Secretários Fernando Schwanke e Eduardo Sampaio na 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eduardo Sampaio Marques, informou que há R$ 500 milhões disponíveis para financiamento de estocagem e comercialização do arroz. Os recursos são do Banco do Brasil a taxa de juros de 8,5% ao ano. O anúncio foi feito durante a cerimônia da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na cidade gaúcha de Capão do Leão, nesta sexta-feira (22).

“A expectativa é de que esse aporte de recursos tire um pouco da pressão dos preços, nesse momento em que os produtores estão começando a colheita do grão”, afirma o secretário.

Medidas de apoio ao produtor de arroz estão sendo estudadas pelo governo, adiantou Sampaio, como a criação de um fundo de aval para possibilitar o acesso ao crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de refinanciamento da dívida.

Segundo o secretário, “a linha do BNDES foi criada no ano passado, mas a adesão foi insignificante, porque é cara e os bancos estão refratários em aplicá-la pela falta de garantias. Com o fundo de aval, espera-se melhorar o desempenho. A negociação para repactuação de dívidas foi fruto da ação dos parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária em reunião com Ministério da Economia realizada nesta semana.

O Departamento de Gestão de Riscos da SPA/Mapa, em conjunto com as representações dos produtores de arroz, vai estudar melhorias nos produtos de seguro para a cultura do arroz junto com as seguradoras. “O objetivo é melhorar as coberturas e condições gerais do seguro para a cultura. Estamos também melhorando o zoneamento agrícola de risco climático para o arroz”, salienta.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está realizando revisão na metodologia do cálculo do custo de produção para dar suporte ao preço mínimo. Os técnicos da Conab estão em contato com a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) e Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). “Já houve painéis de levantamento de custos em Pelotas, Cachoeira do Sul e Uruguaiana. Faltam as lavouras do município de Santo Antônio da Patrulha”.

Em relação à importação de arroz dos países Mercosul, Eduardo Sampaio disse que há possibilidade de negociação de acordos voluntários de restrição às exportações. “O setor privado brasileiro deverá procurar a sua contraparte nos países do Mercosul para tratar do assunto”. O ministro de Agricultura do Paraguai, Denis Lichi, vai se reunir com a ministra Tereza Cristina, nos próximos dias, e a comercialização do arroz vai estar na pauta do encontro.

O governo federal está negociando também a abertura de novos mercados para o arroz em casca e beneficiado. De acordo com Eduardo Sampaio, “Panamá e Guatemala estão com negociações em curso. Com o México, foram concluídas as negociações para acesso do arroz beneficiado e estamos aguardamos decisão das autoridades mexicanas”.

Na próxima terça-feira (26), a ministra da Agricultura também terá uma audiência, em Brasília, com a representação dos produtores, da indústria e do varejo para tratar da comercialização o arroz.

A cerimônia da colheita de arroz contou com a presença do governador do estado, Eduardo Leite, secretário de Agricultura, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, parlamentares da bancada gaúcha, incluindo o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira.

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