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​IAC/QUEPIA-SP proporá revisão de Norma da ISO em reunião global sobre segurança no uso de defensivos

Os cientistas Hamilton Ramos e Viviane Ramos, do Programa IAC/QUEPIA de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (EPIs), representam a pesquisa agrícola brasileira na Reunião Anual do Consórcio Internacional de EPIs. O evento será na cidade de Sevilha, na Espanha, entre os dias 26 e 28 deste mês. Os dois pesquisadores irão apresentar estudos para aprimorar protocolos de ensaios da Norma ISO 27065, voltada à certificação de vestimentas usadas na aplicação de defensivos.

Antes do evento oficial, os especialistas do Programa QUEPIA se reúnem em Sevilha, durante dois dias, com representantes de centros europeus de pesquisas. Os brasileiros conduzirão ensaios práticos com ênfase nas modificações que serão propostas por ambos no âmbito da ISO 27065, além de treinar pesquisadores-cientistas para produzir ensaios idênticos em seus países de origem.

“A proposta da reunião prévia à do Consórcio Internacional de EPIs é padronizar testes envolvendo vestimentas fabricadas em diferentes lugares do mundo, e depois comparar as conclusões interlaboratoriais”, explica o pesquisador Hamilton Ramos, coordenador do Programa QUEPIA. “Trata-se de um trabalho fundamental para que posteriormente se obtenha eficácia na elaboração de normas internacionais certificadoras de qualidade”, acrescenta ele.

O Consórcio Internacional de EPIs é hoje formado por 10 países: Alemanha, Canadá, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Suíça, Taiwan e Turquia. Atualmente o Brasil, através do Programa QUEPIA, é um dos coordenadores do colegiado.

Resultante de uma parceria entre a indústria de equipamentos de proteção individual e o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC) - órgão de pesquisas da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, situado em Jundiaí (SP) -, o Programa QUEPIA completou 10 anos de atividades em 2016. Sua atuação possibilitou ao Brasil ser o primeiro país a elaborar uma legislação ancorada nas normas da ISO visando à segurança do trabalhador rural aplicador de defensivos.

De acordo com o IAC, há atualmente cerca de 2 milhões de brasileiros no exercício dessa função.

“O CEA mantém um dos poucos laboratórios do mundo, único no Brasil, apto a fazer todos os testes exigidos pela Norma ISO 27065”, ressalta Ramos, coordenador do Programa QUEPIA. Ele salienta que o protocolo de dados que será apresentado no encontro de Sevilha foi concluído no início deste mês pelo centro de pesquisas de Jundiaí. O desenvolvimento do trabalho, diz Ramos, contou com a participação da pesquisadora Anugrah Shaw, da Universidade de Maryland Eastern Shore (EUA).

Segundo Ramos, os pesquisadores do Programa QUEPIA também levarão a debate, durante o encontro internacional, uma série de estudos realizada em Jundiaí, com ênfase na certificação de luvas empregadas nos países agrícolas nas atividades de preparo e aplicação de agroquímicos.

“Do trabalho empreendido pelo Consórcio Internacional e pelo Comitê da ISO dependem nos dias de hoje as condições de segurança e de saúde dos trabalhadores que lidam com defensivos, no Brasil e no mundo”, resume o pesquisador.

Após a reunião de Sevilha, observa Hamilton Ramos, a expectativa dos pesquisadores do Programa QUEPIA é submeter seu estudo em torno da Norma 27065 à próxima Reunião Anual do Comitê Mundial da ISO, prevista para o mês de março de 2017, na Inglaterra.

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