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IICA debate resistência antimicrobiana e o impacto no comércio

O instituto realizou mesa de diálogos ligados às negociações sanitárias e fitossanitárias. Participaram representantes da comunidade agroalimentar internacional e importadores do Canadá, da União Europeia e dos Estados Unidos.

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) organizou, pelo segundo ano consecutivo, uma mesa redonda sobre negociações sanitárias e fitossanitárias dirigida à comunidade agroalimentar internacional, com sede em Washington, Estados Unidos, onde se debateu a resistência antimicrobiana (RAM) e seu impacto no comércio.

O evento convocou 35 representantes de missões diplomáticas e organizações internacionais, entre eles os principais importadores de produtos agroalimentares como Canadá, a União Europeia e os Estados Unidos, que expuseram informações atuais relacionadas a políticas e estudos sobre RAM.

A resistência antimicrobiana se produz quando, por mudanças genéticas, os microrganismos (bactérias, fungos e vírus) desenvolvem resistência aos medicamentos que costumava ser eficaz para eliminá-los, como antibióticos, fungicidas e antivirais.

Representa um problema mundial que afeta a saúde humana, animal e o meio ambiente, portanto, requer uma abordagem abrangente e uma abordagem multissetorial, na qual o setor agrícola desempenha um papel fundamental.

“A resistência aos antimicrobianos é um tema importante e da atualidade que afeta as políticas e pode atingir o comércio. Os especialistas na matéria apresentaram seus pontos de vista e se compartilhou informação com a comunidade internacional para estimular debates construtivos”, explicou o especialista internacional em Sanidade Agropecuária e Inocuidade dos Alimentos (SAIA) do IICA nos Estados Unidos, Horrys Friaca.

Durante o espaço de diálogo, a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) proporcionou uma atualização sobre o estado da implementação de políticas de RAM na América Latina e no Caribe.

Além disso, a especialista do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS, na sigla em inglês) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Stacy Sneeringer, apresentou seu estudo mais recente de RAM, “As indústrias de medicamentos para animais dos EUA e da UE na era da resistência aos antibióticos”.

Os participantes da mesa redonda também conheceram como o centro do Codex Alimentarius aborda este tema. A entidade é uma referência em normas de inocuidade dos alimentos e é reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Gerente do Programa de SAIA do IICA, Robert Ahern, detalhou as ações de cooperação técnica que se desenvolveram nos países da região para minimizar os impactos da RAM, mediante a construção de estratégias regionais e planos nacionais de vigilância para prevenir e controlar este problema em produtos de origem animal.

A próxima mesa redonda sobre negociações sanitárias e fitossanitárias será realizada em setembro. Por consenso dos participantes, a discussão será sobre a peste suína africana e a edição gênica. 

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