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Julho indica uma persistência maior da chuva no Paraná

A produção de soja atingiu 16,2 milhões de toneladas, representando cerca de 17% de quebra, decorrente da seca e clima quente registrados do início da safra. Segundo relatório mensal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, 63% da produção está comercializada, um pouco abaixo da média dos últimos 3 anos, de 66%.

No mesmo período do ano passado, a comercialização chegou a 68%. “O produtor está optando por segurar as vendas agora, na expectativa de que os preços aumentem”, diz o economista do Deral, Marcelo Garrido. Fatores como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o atraso no plantio norte-americano e as variações do dólar estão afetando os preços. No mercado interno, a instabilidade da política brasileira reflete diretamente no dólar, um indicador decisivo para a exportação.

“O produtor já está olhando para a próxima safra e acompanhando a questão da safra americana”, afirma Garrido. Segundo ele, provavelmente na safra 19/20 o Brasil pode ter produção maior que a dos EUA, pois as chuvas estão dificultando o plantio. A partir de julho, será possível apontar tendências mais concretas sobre os impactos da safra americana na produção brasileira.

No dia 10 de junho, o Paraná iniciou o vazio sanitário da soja, que segue até 10 de setembro.

De acordo com os meteorologistas da Climatempo, há uma expectativa de pouca chuva para a próxima semana e em julho há um indicativo de uma persistência maior de chuva. A temperatura cai de forma acentuada no decorrer da semana que vem.    

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