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Loyder anuncia a construção de sua primeira unidade fabril

Iniciativa integra o chamado Projeto Haya, um marco divisório no processo de gestão de nutrientes por parte do agricultor.

A Loyder, que é especializada em tecnologias inteligentes que promovem a saúde das plantas e é uma das quatro unidades de negócios da Essere Group, nova holding nacional, dará início à construção de sua primeira unidade fabril, em uma área 62 mil metros quadrados, em Olímpia, interior de São Paulo, com capacidade de atender ao Estado de São Paulo, um dos principais mercados do agro nacional. A obra tem previsão de conclusão em junho de 2022.

“A iniciativa integra o Projeto Haya, que é um marco divisório no processo de gestão de nutrientes por parte do agricultor. A construção da primeira fábrica da Loyder está alinhada ao crescimento exponencial traçado pelo Essere Group em nível nacional. Ao todo, a Loyder prevê a construção de 10 novas unidades em mercados estratégicos nacionais, entre eles Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo, Piauí, Goiás e Minas Gerais”, revela Luiz Fernando Schmitt, Diretor de Marketing & Novos Negócios no Essere Group.

Cada uma das 10 unidades da Loyder terá capacidade de produção de 50 mil toneladas de fertilizantes NPK’s com um turno de produção. Essas 10 unidades, uma vez instaladas nos mercados estratégicos nacionais, vão entregar um volume ao redor de 500 mil toneladas de fertilizantes, o que vai capturar uma participação mercadológica de 1% de um mercado total de 50 milhões de toneladas, previsto até 2030.

A construção de cada unidade fabril da Loyder terá investimento na ordem de R$ 35 milhões. Estima-se, portanto, que serão investidos R$ 350 milhões para a edificação das 10 novas fábricas. Além das estruturas físicas, o Projeto Haya também prevê a contratação de novos colaboradores, incluindo profissionais de P&D, agrônomos e equipes comerciais, implementação de programas de capacitação e treinamento para esses colaboradores, podendo atingir o patamar de R$ 400 milhões de investimentos para viabilizar toda a estratégia do Projeto na próxima década.

Entenda o processo de gestão dos nutrientes no solo e o papel da tecnologia Haya nesse processo

A gestão dos nutrientes no solo assim como a mensuração do grau de eficiência desses nutrientes continuam sendo grandes desafios do agricultor brasileiro, uma vez que ele se depara, no cotidiano de suas atividades, com várias problemáticas que afetam essa gestão, como: Condições de clima tropical e subtropical que causam baixa eficiência agronômica dos fertilizantes tradicionais; desuniformidades na aplicação dos fertilizantes no solo, gerando aproveitamento ineficaz dos nutrientes; mau enraizamento e baixo arranque inicial dos cultivos; erros causados na distribuição dos fertilizantes que elevam o custo operacional de aplicação; problemas de empedramento e dificuldades de aplicação que são causados pela alta higroscopicidade dos fertilizantes nitrogenados e potássicos.

Diante dessas problemáticas, o agricultor enfrenta as seguintes “dores”: perda de rentabilidade, sentimento de frustração e impotência por não conseguir gerir as ineficiências do uso de fertilizantes de solo; aumento no nível de cobrança por sustentabilidade e de produtividade. 

Torna-se primordial ao agricultor, diante desse cenário, sanar essas “dores” e solucionar os problemas. Para isso, é preciso diminuir ou eliminar a baixa eficiência dos fertilizantes fazendo uso de fertilizantes inteligentes; melhorar a aplicabilidade dos fertilizantes sem gerar desuniformidade, com uma fórmula de excelente escoabilidade, aumentar o enraizamento das culturas através de estímulos para maior aproveitamento dos nutrientes no solo, utilizar um fertilizante na medida certa para a maior expressão da produção com sua sustentabilidade.

Pensando especificamente no uso dos nutrientes no solo, é ideal observar a seguinte dinâmica: Para se produzir determinada cultura é preciso adubar o solo e a forma tradicional de adubação é utilizar fontes de Nitrogênio, Fósforo e Potássio, encontradas nos denominados fertilizantes NPK’s. “Quando se faz um processo de adubação com esses macronutrientes, configura-se uma parte da suplementação das necessidades nutricionais que a planta precisa, a complementariedade com os macronutrientes Secundários (Ca, Mg e S) e os micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn) torna-se possível extrair os melhores indicadores de produtividade de cada cultura e, efetivamente, produzir-se os alimentos”, ensina Schmitt.

Nesse processo, a tecnologia Haya contempla macronutrientes, micronutrientes e substâncias que potencializam o enraizamento, pois é um fertilizante inteligente, revestido por aditivos que reduzem as perdas por volatilização e lixiviação do nitrogênio (N), modifica o mecanismo de fluxo difusivo do fósforo (P), reduzindo o processo de fixação de fósforo (P) e minimiza o índice salino e lixiviação do potássio (K) do solo. Além disso, a tecnologia Haya potencializa o efeito dos nutrientes no solo em função de sua ação nos processos fisiológicos da planta desde a fase inicial; melhora a distribuição dos fertilizantes de forma homogênea, diminui o empedramento, embuchamento e a higroscopicidade dos fertilizantes.

Para se ter uma ideia do importante papel dos fertilizantes, em 2020, o mercado brasileiro de NPK’s terminou o ano com um volume de produção na ordem de 38 milhões de toneladas. Para 2021, estima-se a comercialização de 40 milhões de toneladas. Trata-se de um mercado que cresce numa taxa de 8% a 10% ao ano. Em 2030, a previsão é de que esse mercado produza aproximadamente 50 milhões de toneladas.

“A população nacional e mundial segue tendo taxas de natalidade acima das taxas de mortalidade. São milhares de “bocas” que chegam ao mundo ao final de cada dia. Com isso, o produtor é cobrado pela sociedade para produzir mais e mais. Faz-se, desse modo, necessário oferecer boas condições para o produtor melhor gerir sua lavoura, obter maior rentabilidade em sua operação e ser sustentável. Com o uso de fertilizantes NPK’s inteligentes, como é o caso do Haya, a planta vai poder expressar muito melhor seu potencial genético com o processo de adubação. Diminuem-se as perdas e o processo será mais amistoso para com o meio ambiente”, observa Schmitt.

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