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Manejo de doenças e nematoides são temas do Encontro Técnico de Algodão

As doenças da cultura do algodão são ameaças constantes para a lavoura e consistem em grandes desafios para os agricultores que tem de fazer um eficiente planejamento antes, durante e após a safra para assegurar um manejo efetivo. Diante dos danos que as doenças podem causar todos os detalhes que compõem o manejo fazem muita diferença e podem garantir a rentabilidade do algodoeiro.

De acordo com Fabiano Perina, Fitopatologista da Embrapa Algodão, palestrante do XI Encontro Técnico de Algodão, as doenças que produtor e equipe devem ter mais atenção são a ramulária, a mancha alvo e a podridão das maçãs. As principais causas da ocorrência dessas doenças decorrem da dificuldade na realização efetiva de rotação de culturas nos sistemas de produção que envolvem a cultura do algodoeiro no cerrado brasileiro. A deficiência de manejo durante todas as fases da lavoura, juntamente com fatores ambientais favoráveis contribuem com o acúmulo de inóculo de agentes causadores de doenças e resultam em surtos epidêmicos severos no campo.

Diante da incidência dessas doenças do algodoeiro, Fabiano recomenda ao produtor e sua equipe a incorporação de ações planejadas e organizadas antes, durante e após o cultivo do algodoeiro, visando o manejo constante e gradativo das doenças, com base na associação de técnicas de controle e estratégias de manejo que podem diminuir problemas com doenças do algodoeiro.

“As técnicas de controle culturais são importantes ferramentas para a classe produtora aprimorar o controle das doenças e também reduzir custos de produção. Recomenda-se   a adoção de menores populações de plantas por hectare; o efetivo manejo da altura das plantas, por meio de regulador de crescimento; a adoção de maiores espaçamentos e a adubação equilibrada, quando associadas a escolha de cultivares com maior grau de resistência à doenças; um eficiente programa de controle químico e até mesmo biológico em alguns casos. Essas técnicas são detalhes que de forma associada, asseguram o maior controle de doenças e fazem a diferença para garantir a rentabilidade da cultura”, afirmou o pesquisador.

Além dessas estratégias para manejo das doenças, participantes do XI Encontro Técnico de Algodão, receberam informações sobre ocorrência, causas, danos e controle dos nematoides do algodoeiro. Especialistas de diferentes instituições apresentaram resultados de pesquisas e posicionamentos sobre manejo dos nematoides.

De acordo com Rosangela Silva, Nematologista da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, o Rotylenchulus reniformis tem tido alta ocorrência, é um nematoide de difícil manejo e tem causado perdas em lavouras de Mato Grosso. As causas da incidência desses nematoides é a dificuldade em manter a cultura por vários anos nos locais onde o nematoide já ocorre. “O nematoide multiplica na soja e no algodoeiro e sobrevive até dois anos na ausência da cultura hospedeira. Uma das recomendações que reforço para a classe produtora é conhecer bem a propriedade, identificar quais os nematoides estão disseminados. E se na área for constada a presença de R. reniformis uma ação de manejo deve ser imediatamente iniciada”, disse a pesquisadora.  

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