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Mesmo com tempo seco, plantio do milho chega a 66% da área cultivada no RS

Em geral, os cultivos se encontram com ótimo crescimento vegetativo. Os tratos culturais seguem sendo realizados de acordo com as condições de umidade dos solos.

O predomínio de tempo seco e a baixa umidade no solo e no ar em todo o RS diminuíram a intensidade do plantio de milho na última semana, chegando a 66% da área total cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e divulgado nesta quinta-feira (15/10), na região de Soledade, 40 mil hectares já foram plantados. Em geral, os cultivos se encontram com ótimo crescimento vegetativo. Os tratos culturais seguem sendo realizados de acordo com as condições de umidade dos solos. Há casos pontuais de incidência da lagarta do cartucho para os quais são realizados controles químicos. Produtores têm procurado os escritórios da Emater/RS-Ascar para encomendar a vespinha (Trichogramma pretiosum) para o controle biológico da praga.

O tempo seco ocorrido também fez produtores reduzirem a implantação de áreas de soja no Estado, que já atinge 4% da área total cultivada. Na região de Ijuí, o solo muito seco impediu a continuidade da semeadura. As lavouras implantadas na semana anterior estão com emergência desuniforme. As sementes que não germinaram continuam intactas no solo, sem ataque de pragas ou doenças, necessitando apenas de umidade adequada.

Na maioria das regiões do Estado, a última semana foi caracterizada pela presença de dias com tempo firme, boa radiação solar e temperaturas características de primavera, com amplitudes térmicas diárias significativas que favoreceram o desenvolvimento do trigo. Nas regiões de Santa Rosa, Frederico Westphalen, Bagé, Santa Maria e Lajeado, o tempo seco e as altas temperaturas apressam a maturação do trigo para colheita. Na de Santa Rosa, 19% da área já está colhida.

Na região de Ijuí, o clima quente e seco na semana que passou foi favorável ao desenvolvimento das olerícolas em geral. Foi intensificada a irrigação nas culturas. Houve redução do transplantio de folhosas cultivadas a campo e aumento da instalação de estufas para cultivo protegido de alface e rúcula. Segue o ataque de ácaros e tripes. Abóboras, pepino e vagens em plena produção, com plantas menores e ramos e entrenós mais curtos.

Na região de Santa Rosa (RS) tem continuidade a colheita de laranja Valência. Entre as variedades cítricas, a maioria está em emissão de novas brotações e em floração, momento propício para o controle preventivo de pinta preta. Algumas plantas foram atacadas pelos pulgões. Pés de figo apresentam novas brotações, necessitando tratamentos de controle de pragas e doenças. Frutíferas de clima temperado, como pêssego e ameixa, encontram-se em fase de início da formação de frutos, com bom aspecto sanitário até o momento. Pessegueiros precoces como o Premier estão em maturação e colheita, e a variedade Precocinho está em plena frutificação, aparentemente sem queda de frutos devido à geada. Ameixeira e macieira de variedades Eva e Julieta, em frutificação.

O aumento da temperatura e da insolação permitiu que os campos nativos ofertassem pastagem de qualidade aos rebanhos de corte. Com esta situação, os bovinos estão recuperando a condição corporal perdida durante o inverno. O período é caracterizado pela parição dos animais em sistema de cria, com bom desenvolvimento dos terneiros, que demanda cuidados específicos devido ao aumento do calor, evitando assim a infestação por moscas. Nas demais propriedades, animais estão em processo de cobertura das matrizes. Os demais estão em processo de engorda, principalmente os rebanhos retirados de sistemas de integração lavoura-pecuária.

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