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Novas análises de plantas e de solo são feitas diretamente no campo

A Fertiláqua tem realizado semanalmente transmissões online com representantes do seu corpo técnico e especialistas do agronegócio. A transmissão abordou a revolução na análise de plantas e de solo, com os professores PhDs da Universidade Federal de Lavras, Bruno Teixeira, Luiz Roberto e Marcelo Guerra. A transmissão foi conduzida pelo coordenador de desenvolvimento de mercado da Fertiláqua, Eduardo Cancellier. 

Os participantes traçaram uma cronologia das análises, desde as clássicas realizadas há anos até as mais modernas, com a utilização de plataformas e sensores com alta tecnologia e rapidez na entrega de resultados. 

As análises clássicas são procedimentos que envolvem como primeiro passo a coleta de amostras. Em seguida, é a fase para secar, peneirar e preparar o solo. Então, essa amostra sofre o processo de digestão e extração dos nutrientes e dos elementos de interesse e, por fim, são determinados e quantificados por um procedimento analítico clássico da química.

Porém, segundo os professores, as análises no campo estão evoluindo muito rápido, sendo possível atualmente fazê-las in loco e na máquina simultaneamente. Isso se deve por meio de equipamentos portáteis com sensores que fazem análises em menos de um minuto. 

“A química clássica não irá acabar, pois tem informações importantes preexistentes, que irão ajudar nos momentos que os novos sensores necessitarão de correções no funcionamento. Mas com essas novas tecnologias que proporcionam a aquisição de maior quantidade de dados, quando conectados em uma máquina, auxiliam de forma mais ágil a tomada de decisão do agricultor”, afirma Luiz Roberto. 

Uma nova tecnologia para análises é o sensor com fluorescência de raios-X portátil, considerado mais inovador na ciência do solo com grande aplicação para plantas. Além de obter a composição elementar total, baseada em todos os dados, é possível utilizar para abastecer modelos de predição e estimar outras propriedades de interesse no solo. A leitura de elementos é feita entre 30 e 60 segundos, enquanto na análise convencional demoraria em torno de 15 dias. 

“Essa ferramenta analisa não só o solo, mas também folha, matrizes líquidas, água e fertilizantes. Sua principal vantagem é a não utilização de resíduos. Tem sido um boom no setor. Solos no mundo todo estão sendo caracterizados com ela”, explica Bruno. 

Outro novo sistema utilizado recentemente é o LIBS, sigla em português, Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Induzido por Laser. Faz a análise elementar direta da amostra sólida, sem a necessidade do preparo da amostra.  Segundo apontou Marcelo, a maior parte do tempo consumido e dos erros nas análises de planta e solo é atribuída ao preparo da amostra.

As duas tecnologias são feitas diretamente no campo. São muitas as vantagens: menor tempo de análise, de geração de resíduos e de incertezas no resultado. Além disso, são métodos ambientalmente legais e não prejudiciais. 

O uso combinado das técnicas é indicado pelos profissionais. “Com elementos mais leves o desempenho da fluorescência de raios-X não é muito bom, já com o LIBS sim. As técnicas em conjunto poderão quantificar todos os macro e micronutrientes no solo. O ideal é utilizar o que cada técnica fornece de melhor”, esclarece Marcelo.   

Para os especialistas, o futuro da agricultura moderna e tecnificada que visa aumentar a eficiência das culturas é o uso de drones e suas correlações com os sensores no chão para avançar ainda mais, a fusão de sensores e a otimização de aplicações de um nutriente para sanar deficiência para indivíduo. 

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