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Otimismo no agronegócio cresce e organizações esperam desenvolvimento no setor

O novo governo pode ser um dos fatores que vem impulsionando o otimismo no agronegócio, como prova o Índice de Confiança do Agro (IC Agro), que registrou alta histórica em 5 anos, no final de 2018. O levantamento, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), aponta que o IC Agro fechou o quarto trimestre do ano passado com 115,8 pontos, ou seja, 15,4 pontos maior que o terceiro trimestre.

Após o levantamento ser divulgado nesta semana, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que “foi possível constatar, de fato, um sentimento de euforia. As entrevistas foram realizadas no final de novembro e início de dezembro, pouco depois das eleições presidenciais – e a vitória de Jair Bolsonaro alimentou a expectativa de um novo ciclo de crescimento econômico e de um ambiente de negócios mais favorável a partir de uma agenda de reformas estruturais”.

Agora, o setor espera que medidas reais sejam tomadas para o seu desenvolvimento. Segundo Ana Maria Decker, Engenheira Química Técnica do Freitag Laboratórios, laboratório com grande expressividade no agronegócio, a expectativa é de que haja maior investimento em infraestrutura de rodovias, ferrovias, hidrovias e portos para facilitar o escoamento da produção e aumentar a competitividade.

“Outro ponto importante a ser destacado é a busca por novas fidelizações com outros países, para que o agronegócio cresça cada vez mais, aumentando ainda mais o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Também é importante ressaltar que o agronegócio responde por cerca de 37% dos empregos no Brasil, ou seja, havendo uma maior ‘valorização’ do setor, haverá também crescimento nas vagas de emprego”, defende Decker.

Ao que se refere à produção de alimentos e ao controle de qualidades, a especialista do Freitag Laboratórios diz que o Brasil vem apresentando uma crescente melhora.  “Acredito que, no atual cenário, no que diz respeito às legislações e também às metodologias (para o controle de qualidade e análise de alimentos) essa melhora nos fez chegar a um patamar muito próximo ao da União Europeia”.
Para ela, o que falta é facilitar o processo de análise de alimentos, sem prejudicar o controle de qualidade. No entanto, ao mesmo tempo, também é necessário haver um aumento de rigorosidade dos laboratórios que realizam estas análises e que devem ser acreditados por órgãos fiscalizadores.

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