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Painel destaca uso responsável de defensivos agrícolas

  • 21/02/2018 |
  • Andréia Odriozola

Foto: Fagner Almeida/Divulgação

Inovação, ciência e tecnologia e desenvolvimento agrícola sustentável dominaram os debates da 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz nesta quarta-feira, 21 de fevereiro. O painel “Manejo Responsável de Defensivos - Uma abordagem de segurança alimentar e garantia de mercado” lotou o auditório principal da Estação Experimental do Irga, em Cachoeirinha, e reforçou a importância da conscientização dos produtores quanto ao uso de agroquímicos. 

A especialista global de resíduos na Dow Agrosciencies Marcela Giachini traçou um panorama do caminho que um novo produto percorre até ser lançado, desde a pesquisa de desenvolvimento até a aprovação pelos órgãos e entidades federais, que demandam estudos específicos que verificam se um alimento é seguro para consumo. 

A avaliação toxicológica, explica ela, se baseia na quantidade que uma pessoa pode consumir de uma substância, todos os dias, por toda a vida, sem riscos à saúde. Para se chegar aos índices ideais, os testes podem levar até dez anos, com investimentos superiores a 250 mil dólares. No entanto, ela alertou para a correta utilização dos produtos. “É fundamental seguir as orientações de boas práticas agrícolas, ter cuidado no manuseio, seguir os intervalos de segurança”, enfatizou.

Na mesma linha, o gerente América Latina de Comunicação, Marketing Digital e Sustentabilidade da Basf, Roberto Araújo, listou desafios para os próximos anos, que envolvem crescimento da população, aumento da expectativa de vida e da renda per capita dos países em desenvolvimento. Seguindo as diretrizes definidas pelo Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, firmadas no Acordo de Paris, em 2015, Araújo afirmou que “as empresas são protagonistas e devem ter o compromisso de promover segurança alimentar, saúde e nutrição”. Ele também criticou o desperdício de comida no mundo (⅓ dos alimentos, segundo dados da ONU) e ressaltou que defensivos agrícolas, quando bem utilizados, protegem contra fungos patogênicos, insetos herbívoros e ervas daninhas ao mesmo tempo em que beneficiam o produtor ao economizar energia, combustível, água bombeada e transporte.

O debate foi mediado pelo presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, que reforçou aos produtores sobre a responsabilidade de cada um no que se refere à qualidade dos alimentos que chegam à mesa das pessoas diariamente. Atualmente, o Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da safra nacional.


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